Poder e Governo
Assessor de Jair Renan é investigado por agredir primo com garrafadas
Caso teria acontecido logo após a divulgação do resultado das urnas, no último domingo
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga Gustavo Schiphorst, assessor do vereador e deputado federal eleito Jair Renan Bolsonaro (PL), por agredir um primo após a vitória de Lula nas eleições, no último domingo. A mãe, o pai e um amigo dele também estariam envolvidos no incidente. Segundo o registro de ocorrência ao qual o G1 teve acesso, os agressores teriam arremessado garrafas na vítima. Marcelo Ribeiro Delgado Junior teve ferimentos na cabeça e quebrou um braço, precisando ser levado para o Hospital Governador Celso Ramos.
As duas famílias são vizinhas no bairro Vargem Grande, em Balneário Camboriú. O conflito teria começado logo após o anúncio da vitória de Lula, quando garrafas de vidro foram jogadas contra a casa de Marcelo, quase atingindo seu filho. O registro não informou se havia comemorações na residência no momento.
Após o incidente, Marcelo foi até a casa dos agressores pedir que a ação parasse e teria sido diretamente agredido por Camila Braun Schipthorrst e Michel Schiphorst, mãe e pai de Gustavo e tios de Marcelo. Lucas Ferreira Amorim, identificado como amigo de Gustavo, também estaria envolvido nas agressões, segundo o relato no boletim de ocorrência.
Em nota publicada em suas redes sociais, Gustavo Schiphorst afirmou que os fatos têm sido divulgados "de forma unilateral e sem a devida contextualização das circunstâncias envolvidas". Ele acrescentou que a exposição dos fatos "vem comprometendo sua segurança e a de seus familiares e que a atribuição de responsabilidade é prematura".
O vereador e deputado federal eleito Jair Renan também se pronunciou sobre o caso, afirmando que irá averiguar os fatos e que discorda de qualquer forma de violência.
Íntegra da nota de Jair Renan Bolsonaro:
"Tomamos conhecimento, por meio da imprensa, sobre o episódio ocorrido na noite do último domingo, 25 de outubro, envolvendo assessor lotado em nosso gabinete na Câmara Municipal de Balneário Camboriú.
Cientes dos fatos, averiguamos com o mesmo sobre o ocorrido e nos foi relatado tratar-se de conflito familiar.
Reafirmamos a nossa discordância sobre qualquer forma de violência, independentemente da sua motivação.
Por fim, considerado o quanto noticiado, aguardaremos a elucidação dos fatos de nossa parte e pelas autoridades competentes para eventuais providências, sem juízo precipitado e prejudicial contra quem nos prestou bons serviços."
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