Poder e Governo

Defesa de Vorcaro pede a Fachin que derrubada de sigilo do caso Master não atinja mensagens pessoais do ex-banqueiro

Ministros pedem acesso a conteúdo integral do aparelho

Agência O Globo - 13/09/2026
Defesa de Vorcaro pede a Fachin que derrubada de sigilo do caso Master não atinja mensagens pessoais do ex-banqueiro
- Foto: Reprodução

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, voltou a pedir que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, "filtre" o conteúdo do celular do banqueiro antes de tornar qualquer dado público. Nos últimos dias, ministros da Corte pediram o encaminhamento de conteúdo integral do aparelho para a instrução do julgamento da próxima terça-feira, ocasião em que pode ser aberta uma investigação contra Alexandre de Moraes.

A defesa requer que não sejam publicizados conteúdos "protegidos pela intimidade, pela vida privada ou por sigilo legal". São citadas, em específico, mensagens e imagens que envolvem os filhos de Vorcaro e diálogos trocados com seus advogados.

"Entre os materiais obtidos a partir dos aparelhos telefônicos apreendidos existem conteúdos que não guardam qualquer relação com os fatos investigados e dizem respeito exclusivamente à sua esfera privada", sustentam os advogados de Vorcaro.

O pedido foi apresentado no procedimento que reúne relatório da Polícia Federal que cita o ministro Alexandre de Moraes. Antes, solicitação semelhante havia sido feita diretamente ao relator da Operação Compliance Zero.

A defesa de Vorcaro pede que Fachin faça uma "ressalva expressa" de que a solicitação de publicidade feita pelo presidente do STF "não compreende" as mensagens. Para os advogados, essa medida "preserva a finalidade legítima do levantamento do sigilo, sem exposição indevida de informações estranhas à investigação".

A solicitação foi feita na noite deste sábado, após Fachin determinar que a Polícia Federal se informe, em 24 horas, quem mantém a custódia e qual é o estado do material extraído do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

A ala aliada a Moraes requereu acesso aos dados do aparelho antes do julgamento de terça-feira, que vai analisar as mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a Moraes na véspera de sua prisão, no final do ano passado.