Poder e Governo

Paes promete acabar com RioCard, reduzir passagem de ônibus e cortar verba do estado para o carnaval

Candidato do PSD fez promessas durante sabatina

Agência O Globo - 11/09/2026
Paes promete acabar com RioCard, reduzir passagem de ônibus e cortar verba do estado para o carnaval
Eduardo Paes - Foto: Reprodução / Instagram

O candidato Eduardo Paes (PSD) prometeu acabar com o sistema RioCard e diminuir o preço da passagem de ônibus caso seja eleito governador do estado durante a sabatina O GLOBO, EXTRA, Valor e CBN. Ele garantiu ainda que encerrará os repasses estaduais de verbas para o carnaval da cidade do Rio, que segundo ele não são uma atribuição do Executivo estadual.

— Vamos fazer com a Supervia o mesmo que fiz com o BRT, vamos acabar com o RioCard no estado do Rio de Janeiro e vamos licitar a bilhetagem eletrônica, como eu fiz na cidade. Vamos reduzir a passagem dos ônibus intermunicipais — garantiu, destacando que as medidas independem de uma eventual indicação política para o posto: — Se não tiver competência e capacidade para fazer o que eu estabelecer, eu demito.

Outro ponto levantado na sabatina foi o preço da passagem do Metrô do Rio de Janeiro, que é uma das mais altas do país. O ex-prefeito aproveitou para reforçar sua proposta de construir a Linha 3 do Metrô, que ligaria a cidade do Rio de Janeiro com Niterói.

— Ela tem que baixar, mas tem coisas que você precisa estar sentado na cadeira para ter todos os elementos. Vou fazer com a SuperVia o mesmo que fiz com o BRT, mas não para a noite. Não tem BRT e nem trem na concessionária da esquina. Isso leva tempo — pontuou, acrescentando que suas prioridades para o modal serão a construção da Linha 3 e a expansão do sistema até a Baixada: — Será da Pavuna até Belford Roxo, pegando São João de Meriti, com um impacto urbanístico muito grande, sem a linha de trem e melhorando a qualidade de vida.

Paes também afirmou que, se eleito governador, não fará repasses das verbas estaduais para as escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro.

— Fiquei anos indignado com o Cláudio Castro porque ele tentava disputar comigo quem dava mais dinheiro para o carnaval. Não é papel do governador, é do prefeito da cidade. Não é papel do governador fazer show da Madonna e da Lady Gaga, e eu que fiz como prefeito. Acho um acerto, que tem que continuar. Esse é um papel da prefeitura, não ficar disputando quem dá mais. E isso não quer dizer que eu não vá continuar gostando de carnaval — brincou.