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Desvio de verbas federais e lavagem de dinheiro: as suspeitas da PF sobre Mário Frias

PF investiga deputado e empresária por suposto desvio de recursos públicos.

Agência O Globo - 10/09/2026
Desvio de verbas federais e lavagem de dinheiro: as suspeitas da PF sobre Mário Frias
Mario Frias - Foto: © telegram SputnikBrasil

A Polícia Federal (PF) suspeita que o deputado federal Mário Frias e a empresária Karina Ferreira da Gama, produtora de filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, tenham praticado crimes de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsificação de documentos. Até o momento, eles não se manifestaram, mas negam as irregularidades ao longo da investigação.

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As hipóteses foram elencadas na decisão que permitiu ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizar a PF a cumprir 49 mandados de busca e apreensão para investigar o suposto desvio de emendas parlamentares para o filme Dark Horse.

Segundo a PF, logo que a investigação foi instaurada, no final de junho, já havia indicativos de crimes como peculato, fraude em licitação, contratação direta ilegal e falsificação de documentos.

Com base nas diligências realizadas até agora, a PF suspeita que Frias e Karina tenham desviado, entre abril de 2024 e julho deste ano, recursos públicos federais repassados ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à empresária, por meio de emendas parlamentares.

Para isso, teriam realizado contratações com indícios de simulação, pagamentos sem comprovação suficiente e utilizado fornecedores com vínculos pessoais ou comerciais com o grupo investigado.

Ainda de acordo com os investigadores, a dupla também teria lavado o dinheiro proveniente dos supostos desvios. Segundo a PF, realizaram transferências para pessoas interpostas e emitiram documentos para conferir aparência de legalidade às operações.

A representação que originou a operação desta manhã indica que Frias, Karina e outros investigados teriam se associado para obter vantagens através do direcionamento de recursos públicos federais, celebração de contratações simuladas, falsificação de documentos e ocultação de valores.

A PF afirma que Frias e Karina aplicaram recursos públicos federais de maneira diversa da estabelecida nos instrumentos de parceria, realizando gastos e contratações incompatíveis com as finalidades aprovada.

A PF aponta Frias como gestor do ICB e da Academia Nacional de Cultura, indicando que ele e Karina realizaram contratações com recursos públicos sem seguir os requisitos legais, favorecendo interesses particulares.

Além disso, o deputado teria patrocinado interesses privados junto a órgãos da Administração Pública Federal responsáveis pela liberação de recursos.

Karina, especificamente, é acusada de falsificar contratos e documentos de contratações entre suas ONGs e o Poder Público, inserindo documentos falsos em sistemas oficiais para justificar pagamentos realizados com recursos públicos federais.