Poder e Governo

Relatório da PF aponta que Mendonça agia com critérios distintos em casos de Lulinha e ACM Neto

Ministro do STF incluiu colega em inquérito das fake news por improbidade administrativa e abuso de autoridade

Agência O Globo - 04/09/2026
Relatório da PF aponta que Mendonça agia com critérios distintos em casos de Lulinha e ACM Neto
- Foto: © Foto / Antonio Augusto / STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, acusou o colega André Mendonça de direcionar investigações contra alvos por "motivos pessoais e políticos". Para embasar sua afirmação, Moraes cita trechos de um relatório da Polícia Federal que aborda atitudes de "assimetria por espectro político" por parte de Mendonça.

Segundo a PF, Mendonça teria adotado critério "distinto" na avaliação de casos envolvendo o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União), e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com a PF, a "situação fática apurada" relativa aos dois "guarda similaridade relevante", mas Mendonça teria uma percepção diferente "conforme o espectro político da pessoa envolvida nos fatos".

As citações de Moraes foram feitas em uma decisão na qual ele incluiu Mendonça no inquérito das fake news, sob o argumento de haver “fortes indícios” das práticas de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade pelo colega.

Na decisão, Moraes ainda determinou o envio de toda a documentação ao presidente do Supremo, Edson Fachin, “para as providências que entender necessárias”. O ministro também retirou o sigilo da decisão e dos documentos, e determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) seja informada.