Poder e Governo

Sucessor de Ratinho Jr declara apoio a Caiado, mas não fecha porta para Bolsonaro e Flávio no PR

Senador, no entanto, apoia na disputa estadual a candidatura de Sergio Moro, que lidera nas pesquisas de intenção de voto

Agência O Globo - 17/08/2026
Sucessor de Ratinho Jr declara apoio a Caiado, mas não fecha porta para Bolsonaro e Flávio no PR
Sandro Alex (PSD) - Foto: Reprodução / Instagram

O sucessor escolhido pelo governador Ratinho Júnior (PSD) no Paraná, o ex-secretário estadual de Infraestrutura Sandro Alex (PSD), afirmou que o seu partido tem o ex-governador de Goiás (PSD) como candidato ao Planalto, mas não fechou a porta para uma aproximação com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em sabatina para o UOL/Folha, ele também evitou bater de frente com os posicionamentos de Cristina Graelm, candidata ao Senado em sua chapa, que já declarou voto em Flávio.

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Durante a entrevista, Sandro descreveu a gestão de Ratinho como aliada ao ex-presidente (PL) e disse que, mesmo que o PSD tenha Caiado como presidenciável, reconhece que parte de seus aliados e correligionários escolheram apoiar Flávio neste ano. Antes do PSD decidir lançar o ex-governador goiano na disputa presidencial, no entanto, Ratinho Jr. era visto como o favorito da direção nacional do partido, comandada por ..., para entrar na corrida pelo Planalto como representante da terceira via. O mandatário, no entanto, abriu mão de concorrer e decidiu terminar o mandato.

— A relação de amizade entre o governador Ratinho e Bolsonaro é muito grande. Ele foi o grande apoiador do mandato do presidente Bolsonaro e eles fizeram obras importantes e investimentos que foram os maiores da história. A maior parceria entre o Paraná e o governo federal foi nessa época — disse. — Nós estaremos com o candidato do partido, que é o Caiado. Mas também temos lideranças que caminham conosco que entendem que o nome [para a presidência] pode ser do Flávio, do Renan ou do Zema.

Questionado sobre os posicionamentos de Graelm alinhados ao bolsonarismo, como a defesa do voto impresso, do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do questionamento à vacinação contra a Covid-19, Sandro evitou bater de frente com a colega de chapa e disse que ela será "uma voz combativa" no Senado.

— Hoje eu sou candidato ao governo do estado do Paraná. Estamos discutindo quem é que está preparado para isso e defende a vacinação dos paranaenses. Eu defendo e entendo que esse é um posicionamento a favor da ciência, mas a discussão parlamentar dentro do Senado cabe ao Senado. A gente inclusive tem dito que a gente não precisa das brigas de Brasília — disse.

Mesmo filiada ao PSD desde o início deste ano, Cristina foi escolhida para integrar a composição majoritária na véspera do fim do prazo fixado pela Justiça Eleitoral para a oficialização das chapas. Ela também foi cotada para ocupar a vice, mas a vaga foi ocupada pelo ex-prefeito de Curitiba (MDB). A postulação dela ao Senado, no entanto, provocou incômodo em alas próximas ao governador, que argumentaram que a sua candidatura dividiria os votos dos eleitores da direita com o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (Republicanos), também incluído na chapa de Sandro.