Poder e Governo
Defesa de Jaques Wagner pede adiamento de depoimento à PF e alega falta de acesso aos autos
Advogados afirmam que problemas técnicos impediram consulta ao conteúdo da investigação e sustentam que senador só será ouvido após analisar o inquérito
A defesa do senador (-BA) informou nesta sexta-feira que pediu o adiamento do depoimento que seria prestado à (PF) no âmbito da Operação Compliance Zero. Segundo os advogados, o parlamentar irá depor após ter acesso à integralidade do conteúdo da investigação.
O adiamento marca a segunda oitiva remarcada nesta semana no inquérito que investiga a relação entre Jaques Wagner e Augusto Lima , ex-sócio de Daniel Vorcaro , controlador do Banco Master . No início da semana, o depoimento de Lima também foi adiado.
Em nota, a defesa afirmou que o pedido de adiamento foi feito “com antecedência proporcional” e atribuiu a solicitação a problemas técnicos que, segundo informado, impediram o acesso aos autos do inquérito.
“O pedido de adiamento decorre exclusivamente do fato de ainda não ter sido viabilizado à defesa, por problemas técnicos (todos documentados), o acesso ao conteúdo da investigação, exigiu no mesmo ato em que os dados foram indicados, há quase um mês”, disse a nota.
De acordo com a defesa, Wagner tem a intenção de prestar esclarecimentos, mas foi orientado a aguardar o acesso ao material da investigação antes de ser ouvido.
"O senador pretende falar. Contudo, por orientação de sua defesa, apenas o fará após conhecer o que eficaz consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado, pois esse é um direito seu. Somente assim terá condições de prestar um depoimento verdadeiramente esclarecedor", afirma.
Os advogados também informaram que não irão se manifestar sobre o mérito da investigação até terem acesso aos documentos.
“A defesa não fará considerações sobre o mérito até possuir esses dados para análise”, conclui a nota.
O depoimento de Jaques Wagner estava previsto para esta sexta-feira e ocorre no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e apura a relação entre o senador e o empresário Augusto Lima, o ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.
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