Poder e Governo
Após Patrus confirmar candidatura, presidente do PT em MG diz ter conversas ‘bastante avançadas’ com o PSB para vice
Escolha de deputado para encabeçar palanque no estado abre nova fase de negociação com outros partidos para indicação do restante da chapa
Depois do anúncio do deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) como candidato ao governo de Minas Gerais, a presidente do PT mineiro, Leninha, destacou que as negociações com o PSB estão bastante avançadas.
“Nós queremos fazer uma ampla aliança em Minas Gerais, como disse o nosso pré-candidato. A gente já tem conversas com o PSB bastante avançadas. Quem sabe a gente consiga repetir em Minas a dobrada nacional?” — disse Leninha. “Nós vamos fazer uma conversa agora à tarde com a federação [formada pelo PT, PCdoB e PV], que já tem sinalizado que a nossa escolha para representar o nosso projeto foi muito bem feita.”
Na ocasião, a deputada afirmou que também tem marcadas para os próximos dias conversas com o MDB e com a federação Rede-Psol. Já Patrus, ao ser questionado sobre o diálogo com as outras siglas, desconversou, atribuindo a responsabilidade pela indicação ao comando do partido em Minas.
“Quem vai construir também a coligação e vai discutir muito é a companheira e presidente do partido, a Leninha, a coordenação da nossa campanha, a direção do nosso partido que compõe com ela. Eu terei uma participação nesse processo, mas, a partir de hoje, como pré-candidato, a minha prioridade vai ser conversar com o povo de Minas,” afirmou.
Patrus também afirmou que recebeu o apoio de Marília Campos, ex-prefeita de Contagem (MG) e pré-candidata ao Senado, e disse que ainda indicará um segundo nome para a Casa, afirmando que busca construir uma chapa “competitiva e democraticamente forte.” Desde o início do ano, Marília tem se colocado na disputa e dito que tem a intenção de ser a única candidata ao Senado apoiada por Lula em Minas. Ela também chegou a ser cotada para concorrer ao governo do estado, mas negou a possibilidade.
Desafio para a escolha do vice
Entre as siglas consideradas pelo PT para a vice, está o PSB, partido que tem como pré-candidato ao governo o ex-procurador de Justiça do estado Jarbas Soares. Dentro do diretório mineiro da sigla, também existem alas que têm resistido à coligação com Patrus e se negado a aceitar a hipótese de uma intervenção do comando nacional da legenda, exercido pelo prefeito de Recife, João Campos, em prol da aliança com os petistas.
Já o MDB, também considerado pelo PT para a vice, tem Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, como pré-candidato ao governo. Interessado em se tornar conhecido para disputar a prefeitura da capital mineira daqui a dois anos, ele tem sinalizado que não abrirá mão de concorrer ao comando do Executivo nacional neste ano.
Os petistas também têm na mesa a hipótese de retomada das negociações com o PDT, que tem Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de BH, como pré-candidato. Ele também tem resistido à possibilidade de coligar com o PT, após ter sentido que não recebeu a atenção e o apoio devido de Lula na disputa eleitoral de 2022.
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