Poder e Governo
Após suspensão de visitas de Flávio ao pai, Eduardo Bolsonaro afirma que Moraes deveria ter Magnitsky restabelecida
Ex-deputado declarou que decisão do ministro foi tomada por 'razões políticas', e sugeriu que eleições presidenciais não sejam reconhecidas por outros países
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu à decisão do ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu as visitas de Flávio, atualmente em prisão domiciliar. Nas redes sociais, ele pediu que o magistrado fosse novamente sancionado pela Lei Magnitsky .
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Emendas:
Segundo Eduardo, a ordem "de um prisioneiro se comunicar com seu filho" foi motivada "por razões políticas", o que, segundo ele, deveria fazer com que as eleições presidenciais não fossem reconhecidas como democráticas por outros países.
"Se em um país inteiro apenas um prisioneiro para proibido de se comunicar com seu filho — e candidato à presidência — por razões políticas, essa eleição não deveria, antecipadamente, ser reconhecida como democrática pelos países livres. A sanção Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes , deve ser restabelecida", publicado, na noite desta segunda-feira.
Magnitsky contra Moraes
O governo dos Estados Unidos já aplicou sanções financeiras e administrativas a pessoas envolvidas em atos de corrupção e violação de direitos humanos, incluindo Moraes no rol de sancionados de Magnitsky em julho, no mesmo dia em que o presidente americano Donald Trump formalizou tarifas de 50% contra exportações brasileiras. A consulta à época foi a atuação do ministro na ação penal da trama golpista que posteriormente condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.
Na ocasião, Moraes foi acusado pelo governo Trump de promover uma "caça às bruxas" contra Bolsonaro. Ele foi o primeiro brasileiro sancionado diretamente por Magnitsky , que impôs restrições econômicas, como o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo americano, e teve seus cartões de crédito no Brasil cancelados.
Em 22 de setembro, o governo americano anunciou a inclusão também de Viviane Barci de Moraes e da empresa Lex , de Viviane e dos três filhos de Moraes. As avaliações contra elas também foram retiradas posteriormente.
Suspensão de visitas
No final de semana, Bolsonaro escreveu uma carta para reafirmar seu apoio a Flávio à Presidência da República. O material foi divulgado pelo senador nas redes sociais, o que, segundo Moraes, contrariava as medidas cautelares impostas ao ex-presidente.
Na avaliação do ministro, Flávio fez uma visita ao pai para obter um documento que tinha como finalidade exclusiva ser divulgado nas redes sociais, burlando a concessão imposta ao ex-presidente de utilizar plataformas digitais, diretas ou indiretamente.
Na carta, Bolsonaro pede que seus apoiadores se unam em torno da pré-candidatura presidencial do filho e o apresenta como sua "porta-voz" e "a melhor opção para livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento".
Para Moraes, o episódio configura desrespeito à decisão de proibir Bolsonaro de usar redes sociais “diretamente ou por meio de terceiros”. O ministro afirmou que a própria manifestação de Flávio demonstrou que a mensagem foi produzida pelo ex-presidente com o objetivo de ser divulgada publicamente.
Aliados do senador dizendo que Bolsonaro decidiu escrever a carta porque estava incomodado com as disputas em torno de sua sucessão, desencadeadas a partir dos atritos entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro .
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