Poder e Governo

Febraban vê como 'de extrema gravidade' investigação sobre dossiês contra presidente do Itaú e jornalista

Entidade afirma que tentativas de intimidação não podem ser toleradas e reforça apoio às investigações e às medidas adotadas pelo Banco Central para preservar a estabilidade do sistema financeiro

Agência O Globo - 10/07/2026
Febraban vê como 'de extrema gravidade' investigação sobre dossiês contra presidente do Itaú e jornalista
- Foto: Reprodução

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou nesta sexta-feira (10) uma nota em que classifica como "de extrema gravidade" as informações investigadas pela Polícia Federal e divulgadas em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suposta elaboração de dossiês para atingir o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, e a jornalista Malu Gaspar. A manifestação ocorre em meio às investigações envolvendo Daniel Vorcaro e a atuação do publicitário Thiago Miranda, que abasteceria o banqueiro com informações.

PF aprofunda investigação

STF:

No comunicado, a entidade reafirma apoio à atuação das autoridades e à condução do Banco Central na adoção de medidas para preservar a estabilidade e a confiança no Sistema Financeiro Nacional. A federação também diz que qualquer prática que comprometa a integridade do sistema deve ser apurada e, uma vez comprovada, ter os responsáveis punidos.

Para a Febraban, não podem ser toleradas tentativas de intimidação, constrangimento ou desqualificação de pessoas por meio desse tipo de prática. A entidade afirma ainda que os fatos provocam indignação por ocorrerem em um momento em que autoridades, associações do setor e agentes do mercado atuaram para preservar a estabilidade do sistema financeiro, inclusive com medidas relacionadas à governança e ao funcionamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A federação sustenta que investidas contra executivos, jornalistas, especialistas e lideranças de instituições financeiras extrapolam casos individuais e representam uma tentativa de enfraquecer o ambiente de confiança, transparência e segurança do setor. Ao final, reafirma que seguirá defendendo o respeito às instituições, à liberdade de imprensa, ao Estado de Direito e às decisões adotadas pelas autoridades competentes.