Poder e Governo
Edinho liga para Patrus, diretório sinaliza apoio e definição do candidato do PT em Minas depende de conversa com Lula
Deputado federal é cotado para concorrer ao comando do Executivo e construir um palanque para o PT no estado
A direção nacional do PT procurou, nesta quinta-feira, o deputado federal Patrus Ananias (PT) para discutir sua possível candidatura ao governo de Minas Gerais e a construção de um palanque para o partido no estado. A indicação, que também teria o aval do comando do diretório estadual da sigla, depende agora de uma conversa entre o parlamentar e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de acordo com interlocutores.
A articulação tem sido conduzida pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, e por Gilberto Carvalho, ex-ministro e integrante da coordenação da campanha de Lula, que procuraram Patrus para uma conversa nesta quinta-feira. Mesmo sendo cotado para concorrer ao governo do estado, o deputado tem cumprido, ao longo dos últimos dias, agendas no Norte de Minas e esteve nesta quinta-feira em uma plenária com apoiadores em Bocaiúva (MG), sua cidade-natal e reduto eleitoral, para a divulgação de sua pré-candidatura à Câmara, mantida até então.
Entre petistas, há a expectativa de que, antes de se decidir, o parlamentar tenha uma conversa com Lula e seja formalmente convidado pelo presidente para entrar na disputa pelo Executivo estadual, contando também com o aval do comando estadual da sigla para ser lançado como candidato. Dentro do partido, Patrus é visto como um nome histórico e com capacidade de angariar apoios até outubro.
O deputado foi prefeito da capital mineira na década de 1990 e ministro do Desenvolvimento Social nos primeiros mandatos de Lula, sendo responsável pela implementação do programa Bolsa Família. Durante a gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), ocupou a pasta do Desenvolvimento Agrário entre os anos de 2015 e 2016.
O nome do parlamentar passou a ser ventilado após uma sequência de negativas recebidas pelo PT de Minas de possíveis pré-candidatos. No mês passado, a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), decidiu manter a pré-candidatura ao Senado em vez de concorrer ao governo. Antes disso, o senador Rodrigo Pacheco (PSB), antes visto como o favorito de Lula para a vaga, optou por ficar fora do pleito e encerrar sua carreira política neste ano. Diante de um cenário descrito por parte de petistas como um "zigue-zague" de possíveis candidaturas, o empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, também chegou a ser considerado, mas a indicação não avançou.
Além disso, foram colocadas na mesa as hipóteses de composição com Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de BH, com o PDT, ex-prefeito da capital mineira, ou com Jarbas Soares (PSB), ex-procurador-geral de Justiça de Minas. Por fora, a ex-reitora da UFMG, Sandra Goulart, também se colocou à disposição para representar o partido nas urnas em outubro.
Diante da necessidade de construir uma candidatura própria ao governo, defendida pela bancada do partido no Congresso Nacional, também foram ventilados os nomes dos deputados federais Reginaldo Lopes (PT-MG) e Rogério Correia (PT-MG). Internamente, a indicação de um petista para a vaga, no entanto, não era um consenso.
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