Poder e Governo
Valdemar diz que Bolsonaro ‘sara na hora’ se sair da prisão domiciliar
Presidente do PL evita falar em perseguição e compara possibilidade de candidatura do ex-presidente à volta de Lula à disputa presidencial
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto , afirmou nesta quarta-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recuperaria o caso de saúde imediatamente deixaria a prisão domiciliar. A declaração foi dada após um almoço promovido pelas frentes parlamentares do agronegócio, do empreendedorismo, do comércio e serviços e do livre mercado, em Brasília.
Além de considerar o estado de saúde de Bolsonaro à situação jurídica enfrentada pelo ex-presidente, Valdemar voltou a ser um defensor que ainda é cedo para descartar uma candidatura dele à Presidência em 2026 e comparou o cenário ao retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à disputa eleitoral depois de deixar a prisão.
Ao ser questionado sobre a condição de saúde de Bolsonaro, o dirigente afirmou que o ex-presidente sofre em razão da prisão e dos processos que enfrenta.
— Ele está com a saúde complicada por causa da situação que ele está. Porque é difícil para a camarada sustentar isso.
Na sequência, foi questionado se Bolsonaro melhoraria caso deixasse a prisão.
— Sai de lá pulando de alegria. Sara na hora.
Mais tarde, ao ser questionado se ainda acredita na possibilidade de Bolsonaro disputar as eleições de 2026, apesar da inelegibilidade e das ações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) , Valdemar respondeu fazendo uma comparação com Lula.
— Quando o Lula ficou preso 580 dias, você imaginava que ele seria candidato à Presidência da República? Tudo pode acontecer. E quem deu esse direito para o Lula? Ó ministro Fachin , que é um homem de bem, um homem de respeito.
Na fala durante o evento em Brasília, o dirigente Fachin chamou de “um homem de esquerda, mas honesto”, levantando as hipóteses de o processo do ex-presidente ser revisto pela Suprema Corte.
O presidente do PL também saiu em defesa de Bolsonaro ao comentar a nova operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira para apreender armas que, segundo determinação do STF, deveriam ter sido entregues.
— O Bolsonaro não fez nada errado. Nem a arma que pegaram com o funcionário dele. Ele tinha dado para o funcionário. Bolsonaro não faz nada fora da lei, nada. Ele cumpre todas as determinações do Supremo. Ele não sai fora da linha.
Questionado se considera que o ex-presidente é alvo de perseguição, Valdemar evitou usar esse termo e disse preferir preservar a relação institucional com o Supremo.
— Eu não te diria que é uma perseguição, porque, se eu falar isso, o Marcelo Bessa , que é meu advogado, me mata. Ele fala: “Não arruma encrenca com o Supremo”. Então nós temos que ter entendimento para tocar o país para frente.
Em seguida, afirmou que vê um “excesso de preocupação” por parte do ministro responsável pelo caso.
— Excesso, vamos dizer, de preocupação do ministro. É direito que ele tem, e nós temos que ter paciência.
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