Poder e Governo

Marília Campos considera hipótese de concorrer ao governo de MG como 'página virada' e critica tempo de espera dado por Lula a Pacheco

Ex-prefeita de Contagem reafirma pré-candidatura ao Senado e defende 'frente ampla' no estado

Agência O Globo - 08/07/2026
Marília Campos considera hipótese de concorrer ao governo de MG como 'página virada' e critica tempo de espera dado por Lula a Pacheco
Marília Campos - Foto: Reprodução / Instagram

Após ser pressionada pelo PT para concorrer ao comando do governo mineiro, a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT-MG), afirmou que a possibilidade de entrar na disputa é considerada “página virada”. A declaração foi dada em entrevista ao jornal Valor Econômico publicada nesta quarta-feira. Na ocasião, um pré-candidato ao Senado também criticou a longa duração do período concedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) decidisse se concorreria ao comando do Executivo ou não. Ao final, o parlamentar decidiu ficar fora do pleito.

— Eu disse que não estaria [disponível], que a minha estratégia política é outra, não era ter candidatura própria, continuando, inclusive, a estratégia anterior [com Pacheco], que é ter uma candidatura de centro — afirmou ao Valor . — E aí, ao PT coube estabelecer os contactos para definição ou redefinição da estratégia eleitoral: ou para lançar a candidatura própria ou para compor com o PSD, com o MDB.

Durante a entrevista, Marília voltou a reafirmar que considerava equivocada a estratégia do partido de ter um candidato próprio e defendeu a construção de uma "frente ampla", mas disse que caberá ao comando da sigla decidir qual será o candidato mais viável. Internamente, os nomes dos deputados federais Reginaldo Lopes (PT-MG) e Rogério Correia (PT-MG) são considerados. Além disso, também são consideradas hipóteses de composição com Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, e o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares Júnior (PSB).

Como mostrou o GLOBO.

Ao Valor , Marília, que era defensora da candidatura de Pacheco, criticou o tempo prolongado dado por Lula e pelo PT ao parlamentar para que ele pudesse decidir se concorreria ou não.

— Eu não sei o porquê se deu esse tempo todo, não sei quais eram as razões de ter que ter tido essa expectativa e esse tempo de espera — disse.