Poder e Governo

Defesa de Bolsonaro diz ao STF que pistola Glock apontada como não localizada está com Polícia Civil

Advogados informam que arma do ex-presidente é a mesma que havia sido apreendida em blitz e que originou inquérito

Agência O Globo - 07/07/2026
Defesa de Bolsonaro diz ao STF que pistola Glock apontada como não localizada está com Polícia Civil
STF - Foto: © Antônio Augusto / Supremo Tribunal Federal

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a pistola Glock calibre 9 mm apontada pelo Exército como não localizada está, na realidade, apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) no âmbito do inquérito que investiga a arma encontrada com um sargento da segurança de Bolsonaro durante uma abordagem policial. Segundo os advogados, houve apenas uma divergência na identificação do número de série do armamento.

A manifestação foi protocolada nesta terça-feira após o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informar ao STF que duas armas relacionadas por Moraes — a pistola Glock e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12 — não estavam sob custódia da unidade militar, embora os demais armamentos já tivessem sido entregues à Polícia Federal.

Na petição, a defesa afirma que a pistola Glock de número de série BDFW477 é o mesmo armamento atualmente acautelado pela Polícia Civil no inquérito sobre a arma apreendida na blitz, mas que, nos registros da investigação, aparece identificada de forma diferente. Segundo os advogados, a diferença decorre apenas de uma divergência na grafia do número de série.

A petição foi apresentada em resposta ao ofício encaminhado pelo Exército ao Supremo após decisão de Moraes determinando o recolhimento das armas vinculadas ao ex-presidente. O ministro havia ordenado que o Batalhão de Polícia do Exército entregasse à Polícia Federal os armamentos que permaneciam sob sua guarda e cobrara informações sobre o cumprimento da medida.

A situação da espingarda Maestro Arms Company calibre 12 já havia sido esclarecida pela defesa em manifestação apresentada na segunda-feira. Os advogados informaram que o armamento se encontrava no Rio Grande do Sul, razão pela qual não estava sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília.