Poder e Governo
Governo do Rio volta atrás e pede reforço federal na segurança para eleições
Inicialmente, o governador Ricardo Couto havia afirmado que a ajuda não era necessária, mas mudou de entendimento após reunião com o TRE-RJ
O governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, solicitou à Justiça Eleitoral reforço de forças federais na área da segurança pública para as eleições deste ano. O pedido foi feito cerca de duas semanas depois que o governo estadual negou a necessidade do apoio em uma mensagem enviado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ).
Política:
'Demorou muito para falar':
A manifestação foi feita após o presidente do TRE-RJ, Cláudio de Mello Tavares, questionar o governador sobre a capacidade das forças estaduais de garantirem a "segurança dos eleitores, dos locais de votação, bem como do transporte e guarda das urnas eletrônicas", atendendo a um pedido do Tribunal Superior Eleitoral.
No dia 12 de junho, Couto respondeu ao pedido e afirmou que o reforço não seria necessário. Ele citou manifestações da Secretaria de Estado de Polícia Militar e da Secretaria de Estado da Casa Civil para concluir que as forças estaduais eram capazes de assegurar a integridade do pleito no estado.
"Dessa forma, à luz das informações técnicas apresentadas pelos órgãos de segurança pública do Estado, não se vislumbra, neste momento, a necessidade de solicitação de reforço federal para atuação no pleito eleitoral de 2026", diz o ofício assinado pelo governador.
Um novo ofício enviado ao presidente do TRE-RJ duas semanas depois trouxe um novo posicionamento de Couto. Na nova mensagem, o governador afirma ter reavaliado a questão após uma reunião com a Justiça Eleitoral. Ele destaca que, apesar dos órgãos estaduais terem capacidade para o "desempenho das atribuições inerentes à segurança do processo eleitoral", a ajuda das forças federais era uma medida relevante para reforçar as ações.
"Nessa perspectiva, o emprego de reforço federal, em regime de cooperação com os órgãos estaduais, mostra-se de extrema importância, especialmente no tocante à segurança dos eleitores, dos locais de votação, do transporte, da distribuição e da guarda das urnas eletrônicas, bem como à preservação da ordem pública em áreas que demandem atenção operacional específica", diz o ofício.
Não é a primeira vez que o estado conta com reforço federal para garantir a segurança do pleito. Em setembro de 2022, o TSE autorizou para o primeiro turno o envio de forças federais para 561 localidades de 11 estados, entre eles o Rio de Janeiro. Nas eleições municipais de 2024, 32 cidades do estado contaram com o reforço das Forças Armadas durante o período eleitoral.
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