Poder e Governo
Flávio Bolsonaro desembarca nos EUA e critica Lula: 'Enquanto ele mostra o dedo do meio, vim defender os brasileiros'
Senador foi ao país para participar de uma audiência sobre tarifas americanas impostas a produtos brasileiros
O senador e pré-candidato à Presidência (PL) desembarcou neste domingo na capital dos Estados Unidos, onde participará de uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O objetivo do encontro, segundo o presidente, é defender as empresas brasileiras das sobretaxas sinalizadas pelo governo de Donald Trump.
Crítica a Lula
Ao chegar em Washington, Flávio criticou o presidente Luiz Inácio da Silva (PT) por mostrar o feito do meio durante evento do governo.
— Enquanto o atual presidente manda o dedo do meio para o povo brasileiro, eu vim para Washington defensor dos brasileiros — afirma Flávio.
O petista fez o gesto na sexta-feira, durante discurso em uma cerimônia no Palácio do Planalto. Na ocasião, Lula defendeu a ampliação do acesso à população de baixa renda a tratamentos de qualidade disponíveis para pessoas de maior poder aquisitivo.
— precisamos acabar com essa ideia de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles (mostrando o dedo do meio). Nós gostamos de coisa boa, queremos tudo de primeira — declarou Lula.
A viagem de Flávio é uma sexta vez que o senador vai aos Estados Unidos este ano, total que supera o número de idas a estados-chave para a corrida eleitoral de outubro. Na semana passada, o senador apresentou um documento ao Órgão de Comércio Americano com a avaliação de que a sobretaxa, em análise pela gestão de Donald Trump, representaria “uma vitória política” ao presidente Lula.
Desde dezembro, Flávio tem apostado em idas ao exterior para sair das cordas das crises internas, a última delas causada pelo vídeo em que Michelle Bolsonaro diz ter sido “maltratada” por ele. No mesmo período, o senador ignorou dez estados em suas agendas, todos no Norte e Nordeste — onde aparece em maiores desvantagens na disputa com Lula — e visitou apenas uma vez colégios importantes, como Minas Gerais e Bahia.
Desde que os governantes passaram a explorar o vínculo do senador com os EUA, Flávio tem buscado se desvencilhar da tarifaço. Na semana passada, ao tratar sobre a relação bilateral no memorando de 86 páginas, o filho zero de Jair Bolsonaro sugeriu que qualquer decisão sobre as restrições às exportações deve ser tomada depois do pleito de outubro, o que provocou a ocorrência. Lula afirmou que a família Bolsonaro é formada por “traidores da pátria”, idade com entreguismo e que pretende “submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”. O petista também argumentou que não há nenhum motivo para que sejam aprovadas tarifas antes ou depois das eleições.
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