Poder e Governo
Cid Gomes evita agenda com Lula no Ceará, mas é citado em discurso por governador do PT que deseja senador em chapa
Presença do irmão do ex-ministro Ciro Gomes é vista como prioritária para fortalecer a composição de Elmano de Freitas
A ausência do senador Cid Gomes (PSB) na agenda do presidente Luiz Inácio da Silva (PT) no Ceará, na quinta-feira, ocorre em meio à tentativa petista de convencê-lo a disputar a reeleição. A presença do irmão do ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) na corrida eleitoral é vista como prioritária para fortalecer a chapa do governador Elmano de Freitas (PT), que citou Cid duas vezes durante evento realizado em Juazeiro do Norte, no Cariri.
O grupo político composto por Cid e o PT busca conquistar a sexta eleição consecutiva no Ceará. Em uma primeira citação, Elmano menciona o senador ao tratar sobre avanços na educação durante o período. A segunda menção se refere às dificuldades na área da saúde enfrentadas até mesmo pela própria família do governador.
— E a vida da minha família, como a do presidente Lula, é a vida do povo do Ceará que não tinha hospital e precisou. Esse Estado, que tem quase 300 anos, precisou ter Lula, precisou ter Cid, precisou ter Camilo, precisou ter Elmano: agora tem hospital para o povo Cariri, a alta e a complexidade média — disse Elmano.
Cid não participou de agendas conjuntas com o presidente Lula nos últimos meses no Ceará. Ao GLOBO , em abril, o senador afirmou que apoiaria Ciro caso ele fosse candidato à Presidência e que. O tucano, por sua vez, descartou disputar o Planalto e mantém a pré-candidatura ao governo estadual.
O campo governista pressionou Cid a disputar a reeleição para antagonizar com o irmão, com quem rompeu após desentendimento em 2022. É uma tentativa de fortalecer a chapa de Elmano, que aparece estacionada na faixa dos 30% nas pesquisas de intenção de voto.
Mas Cid resiste, mesmo com a pressão pública da irmã, a deputada estadual Lia Gomes (PSB). Ele afirma ter um compromisso firmado com o deputado Junior Mano para que ele seja candidato do PSB ao Senado. A defesa da candidatura do aliado também é justificada por Cid pelo apoio angariado por Junior Mano entre prefeitos — mais de 40 já se comprometeram a atuar na campanha. A segunda vaga da chapa de Elmano ao Senado deve ser distribuída para outro partido da base do governo.
Racha familiar
Ciro e Cid Gomes estão afastados há cerca de três anos, após discordarem sobre quem deveria ser o candidato do PDT, partido que integravam, no pleito estadual de 2022. O senador defendeu a continuidade da então governadora Izolda Cela , que assumiu o cargo após a saída de Camilo para disputar as eleições. Já Ciro bancou a candidatura do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio .
O objetivo de Ciro era ter um palanque no estado em sua campanha ao Planalto, quando disputou com Lula. O PT, que defendeu a candidatura de Izolda, rompeu com o PDT e lançou Elmano. O petista teve 54,02% dos votos, e o aliado de Ciro, 14,14%.
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