Poder e Governo
PT deve escolher Camilo Santana para liderar bancada no Senado na próxima semana
Ex-ministro da Educação foi cotado para liderar governo no Senado, mas foco deve ser na campanha.
A bancada do PT no Senado se reunirá na próxima quarta-feira para definir o novo líder do partido na Casa. Há um acordo preliminar que favorece a escolha do senador Camilo Santana (CE), ex-ministro da Educação.
A saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado, na semana passada, após uma operação da Polícia Federal que revelou suas conexões com o Banco Master, provocou uma dança das cadeiras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu nomear Teresa Leitão (PT-PE) para a liderança do governo no Senado. Como ela era líder do PT na Casa e havia um entendimento no partido para não acumular cargos, a carga ficou vago.
— Vamos bater o martelo na quarta-feira. Está se encaminhando para isso (Camilo foi escolhido líder do PT) — afirmou Teresa Leitão ao GLOBO .
Camilo foi considerado por uma ala do partido como opção para assumir a liderança do governo no Senado. No entanto, há uma avaliação de que o ex-ministro da Educação deve se concentrar em ações eleitorais, uma vez que a função exige uma maior dedicação em Brasília.
O governo ainda precisa consolidar um acordo para votar iniciativas que considere prioritárias, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6x1, a PEC da Segurança, que amplia as funções da União na área e o projeto de lei que regulamenta a exploração dos minerais críticos.
Entenda que Camilo terá que permanecer em sua base no Ceará para garantir que o governo estadual não fique fora das mãos do PT. O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) representa uma ameaça ao projeto de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). Camilo também é cogitado como candidato a governador caso Ciro ganhe força nas pesquisas e se consolide como favorito.
Por esse motivo, a avaliação é de que Teresa Leitão seja a escolha mais adequada para substituir Wagner. Seu mandato como senadora vai até 2030, o que a tornaria mais disponível para resolver questões em Brasília nas últimas sessões do Congresso antes das eleições.
A liderança do PT, ao invés de representar o governo, fornecerá a Camilo a flexibilidade necessária para equilibrar suas idas a Brasília com os músculos para as eleições.
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