Poder e Governo
Grupo de mulheres de direita se articula para acionar Justiça americana contra ataques de bolsonaristas nas redes
Allan dos Santos é um dos alvos, de acordo com a jornalista Ana Flor, da GloboNews
Um grupo de mulheres de direita se articula para buscar a Justiça americana contra bolsonaristas que estão nos Estados Unidos. A informação é da jornalista Ana Flor, da GloboNews. De acordo com ela, um dos alvos é o influenciador Allan dos Santos.
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O grupo é formado por mulheres conservadoras que atuam na política. Elas entendem que esses nomes do bolsonarismo estão disseminando ataques nas redes sociais contra políticas ou mulheres que se posicionam publicamente sobre temas sociais.
Ainda segundo a jornalista, os conteúdos caracterizariam calúnia, difamação e injúria que, na avaliação desse grupo de mulheres, podem ser considerados crimes também nos Estados Unidos.
A articulação se dá após o volume de ataques aumentar com o vídeo de Michelle Bolsonaro contra o enteado, o pré-candidato Flávio Bolsonaro. Entre os alvos mais frequentes, além da ex-primeira dama, estão a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão.
Aumento do tom:
A escalada da crise entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro provocou uma frente de ataques ao grupo da ex-primeira-dama no campo da direita. É o que mostra levantamento da consultoria Bites obtido com exclusividade pelo GLOBO. Os dados mostram que, desde 27 de junho, três dias após Michelle publicar vídeos em que acusa o enteado de tê-la maltratado, um terço das 300 mil menções nas redes à mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro trazia críticas a ela.
Nos últimos cinco dias, 103 mil posts associavam Michelle a nomes afastados do núcleo de Flávio, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o influenciador Rodrigo Constantino, ou simplesmente a atacavam. Entre as expressões mais utilizadas nas críticas à ex-primeira-dama estão os termos Michelle Firmo, seu nome de solteira, e “Dona Michelle”, com ironia. Nos ataques, ela também é chamada de “traidora” e de “feminista”.
O tom crítico também foi utilizado contra aliadas da ex-primeira-dama, como as senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Tereza Cristina (PP-MS), e a governadora do Distrito Federal Celina Leão (PP).
O levantamento mostra que, em um primeiro momento, após a divulgação de vídeos de Michelle com críticas a Flávio, a acusação de traição não conseguiu emplacar nas redes sociais. Com a repercussão da fala da ex-presidente do PL Mulher entre a esquerda e independentes, a tese bolsonarista ficou escanteada, e nomes da direita como o senador Cleitinho (Republicanos-MG) chegaram a defender a ex-primeira-dama.
As críticas do bolsonarismo à mulher de Jair Bolsonaro ganharam força no fim de semana e se ampliaram nos últimos dias, com a saída de Michelle da presidência do PL Mulher. Entre os nomes que optaram por atacá-la ou defender Flávio estão o blogueiro Allan dos Santos, o influenciador Paulo Figueiredo e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF).
— Os dados mostram que a direita se sente autorizada a atacar Michelle. As publicações do campo bolsonarista trazem, sobretudo, críticas à ex-primeira-dama e a aliadas, que acabam se prejudicando no segmento — afirma André Eler, diretor técnico da Bites.
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