Poder e Governo

ACM Neto minimiza impacto de agendas de Lula na Bahia e diz que o petista 'pode estar sendo enrolado' por Jerônimo

Ex-prefeito de Salvador afirmou que a presença do presidente 'não muda nada' no cenário do pleito deste ano

Agência O Globo - 01/07/2026
ACM Neto minimiza impacto de agendas de Lula na Bahia e diz que o petista 'pode estar sendo enrolado' por Jerônimo
ACM Neto - Foto: Reprodução / Instagram

O pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) minimizou o impacto eleitoral das agendas do presidente Luiz Inácio da Silva (PT) no estado esta semana. Na véspera da chegada do petista, o ex-prefeito de Salvador afirmou que a presença de Lula, que teve 72% dos votos no segundo turno de 2022 na Bahia, "não muda nada" no cenário do pleito deste ano.

Pivô da crise:

Em carta a católicos:

— Quantas vezes o presidente Lula visitou a Bahia? Isso não mexe em nada, normal. Presidente da República tem que estar na Bahia, não muda nada — disse ACM Neto a jornalistas durante agenda em Jequié.

ACM Neto também compartilhou uma fala na qual afirma que Lula pode estar sendo "enrolado" pelo governador Jerônimo Rodrigues, adversário no pleito deste ano. O representante do carlismo se refere ao andamento das obras da Ponte Salvador-Itaparica.

— Com todo respeito ao presidente Lula, eu acho que mais uma vez (ele) pode estar sendo enrolado por Jerônimo e pela turma aqui do governo da Bahia — afirmou ACM Neto.

Lula não poupou críticas a ACM Neto em agenda nesta quarta-feira e relembrou o episódio no qual o ex-prefeito se declarou negro.

— O teu adversário (se referindo a Jerônimo) é tão mentiroso que ele chegou a querer se passar por negro.

Distanciamento de Flávio:

Embora faça oposição a Lula e dispute contra um petista, ACM Neto descarta um apoio formal a Flávio Bolsonaro ao Planalto, pelo menos no primeiro turno, mesmo com um nome do PL ao Senado confirmado em sua chapa.

Como forma de evitar a nacionalização do debate estadual, o pré-candidato do União Brasil vem intensificando ataques contra Jerônimo, sobretudo nos campos da economia e do combate à criminalidade. O ex-prefeito de Salvador afirma que a gestão petista “perdeu o controle da segurança pública” na Bahia.