Poder e Governo
PT aciona PGR contra Flávio Bolsonaro e PL por troca de cartas com Marco Rubio no contexto do tarifaço
Senador alegou que novas sanções trariam 'sérios danos' e disse estar confiante na sua vitória na eleição, o que poderia redefinir as relações entre Brasília e Washington
O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou, nesta terça-feira, ações judiciais contra o senador e pré-candidato à Presidência e ao PL. Nos documentos endereçados à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Ministério Público Federal (MPF), a sigla sustenta que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e a legenda dele foram beneficiados o governo dos Estados Unidos e desrespeitado a soberania nacional brasileira em carta enviada ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, neste mês.
Aliado de Jacques Wagner:
De Silvia Abravanel a Datena:
De acordo com a coluna da jornalista Malu Gaspar, a correspondência foi enviada no dia 23 de junho em resposta à carta do início de junho em que Flávio fez um apelo para que os Estados Unidos não adotassem uma nova tarifaço contra o país.
Na mensagem, segundo o blog, o senador alegou que a imposição de novas avaliações à economia brasileira pelo governo Trump traria “sérios danos” à população e
Em seguida, Rubio reforçou, em uma carta enviada a Flávio, a posição do governo Donald Trump de defender a imposição de tarifas ao Brasil.
Para o PT, o "conteúdo expõe, com clareza, que houve tratativa direta entre um parlamentar brasileiro e poder estrangeiro, na qual o agente público nacional parece ter oferecido, como contrapartida ou gesto de aproximação e auxílio em campanha eleitoral por Estado estrangeiro, dados e informações tratadas como sigilosas pelo Estado brasileiro".
“A oferta de uma 'equipe de transição' para o governo estrangeiro, partindo de quem cadeira ocupa no Senado Federal e pode impedir, pela razão do infra exposto, o acesso a informações sensíveis do Estado brasileiro, exige que se investiguem, ao menos, a prática dos crimes a seguir apontados”, afirma o PT.
Segundo a sigla, os fatos narrados "não podem ser tratados como mero episódio de retórica eleitoral ou de diplomacia paralela". O PT entende que Flávio exerceu sua condição de senador e de pré-candidato para negociar diretamente com o governo americano.
“São esses os factos que, pela gravidade e pela repercussão sobre bens jurídicos da mais alta envergadura — a soberania nacional e a probidade no exercício de função pública —, reclamam apuração imediata”, diz o PT.
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