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Quem é Tico Kuzma, presidente da Câmara de Curitiba alvo de operação contra ‘rachadinha’

Vereador do PSD está no sexto mandato na capital paranaense; ação do MP-PR cumpriu 13 mandados de busca e apreensão

Agência O Globo - 30/06/2026
Quem é Tico Kuzma, presidente da Câmara de Curitiba alvo de operação contra ‘rachadinha’
Tico Kuzma

O vereador Tico Kuzma (PSD), presidente da Câmara Municipal de Curitiba, foi alvo de uma operação deflagrada nesta segunda-feira para apurar a possível prática de venda de cargos públicos e do crime conhecido como “rachadinha”. Ao todo, a ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), cumpriu 13 mandados de busca e apreensão.

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Operação:

A operação, batizada de Prática Corrente, cumpriu diligências no gabinete de Kuzma. Foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e uma quantia em dinheiro. Segundo o Ministério Público, os materiais serão periciados e poderão auxiliar na continuidade das investigações.

As apurações começaram no ano passado e apontam que o vereador teria cobrado cerca de R$ 3 mil para indicar nomes a cargos públicos na Câmara. Em troca da nomeação, o parlamentar também teria solicitado a devolução de parte do salário dos servidores, conforme informações do portal g1.

Quem é o vereador

Kuzma integra a base política do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD). Ambos são do mesmo partido do governador do Paraná, Ratinho Júnior. O vereador está em seu sexto mandato consecutivo e foi eleito pela primeira vez em 2004.

No site oficial da Câmara, Kuzma se define como “autodeclarado de centro-direita”. Ele também afirma ser participante ativo de grupo de jovens na igreja, casado e defensor da causa animal.

Em sessão realizada após a operação, Kuzma atribuiu a ação ao período eleitoral, alegando a tentativa de criar “fatos e narrativas” para desgastar adversários políticos. Ele também afirmou não ter conhecimento formal da ação policial e disse que irá se informar sobre o teor da investigação.

— Como presidente da Câmara Municipal de Curitiba, faço questão de reforçar que a instituição permanece à disposição para colaborar com tudo que for necessário, com responsabilidade, transparência e respeito às autoridades — declarou.

— Quem vive a vida pública sabe que, especialmente quando se aproxima um período eleitoral, infelizmente surgem pessoas de má-fé, criando fatos e narrativas para atingir reputações e desgastar adversários por meio de redes sociais e também da imprensa. Me orgulho da minha trajetória, da minha fé e dos meus valores cristãos — afirmou em outro momento.

Em nota pública, a Câmara Municipal de Curitiba informou que autorizou o acesso às dependências da Casa “em atendimento à solicitação da autoridade competente” e que permanece à disposição para colaborar com as investigações.

Já a Prefeitura de Curitiba, em comunicado enviado ao g1, declarou que as nomeações para cargos no Poder Executivo seguem “critérios técnicos e administrativos” e que não há tolerância com atos que “desvirtuem” esse processo.

“Confirmada qualquer irregularidade envolvendo servidores municipais, a Prefeitura determinará o imediato afastamento dos envolvidos e adotará todas as medidas administrativas e legais cabíveis, com absoluto rigor e respeito ao devido processo legal”, diz a nota.