Poder e Governo
Defesa de Bolsonaro pede a Moraes que descarte falta grave por posse de arma em casa e mantenha prisão domiciliar
Advogados afirmam que pistola apreendida era registrada, estava inoperante e foi retirada da residência apenas para reparo
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu neste sábado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que descarte a hipótese de reconhecimento de falta grave e mantenha a prisão domiciliar humanitária concedida em março. Na manifestação apresentada ao relator da execução penal, os advogados sustentam que a pistola Glock calibre 9 milímetros apreendida com um integrante da equipe de segurança do ex-presidente era regularmente registrada, permanecia armazenada em sua residência antes mesmo da denúncia e estava inoperante por estar sem o percussor, peça responsável pelo disparo da arma.
Segundo a defesa, o armamento foi retirado da casa apenas para ser encaminhado para reparo depois que Bolsonaro constatou uma falha mecânica. Os advogados alegam que nunca houve determinação judicial para apreensão de arma.
“Não houve ocultação de armamento, adulteração de registro, emprego de expediente destinado a frustrar a fiscalização estatal ou qualquer conduta externa para impedir a identificação de sua origem ou titularidade”, afirma.
(texto em atualização)
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