Poder e Governo
Tarcísio minimiza crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro: 'É uma questão de família'
Governador diz que crise terá 'pouco impacto' na direita e aposta em reconciliação entre a ex-primeira-dama e o senador
O governador de , (), afirmou nesta quinta-feira que acredita em uma reconciliação entre a ex-primeira-dama () e o senador (PL), após a troca pública de acusações que expôs um racha na família do ex-presidente Jair Bolsonaro. Questionado sobre o episódio, Tarcísio classificou a crise como um assunto privado e avaliou que ela não deve produzir efeitos relevantes sobre a articulação da direita para as eleições.
Impacto:
Após expor briga
— Eu acho que é uma questão de família. Acredito no bom senso. Acredito que eles vão se entender. É importante esse entendimento. Acho que vai ter pouco impacto, até porque a coisa já está muito cristalizada, e como está cristalizada, você tem muito pouco espaço para movimento para um lado e de outro. É claro que a conquista dos indecisos, das pessoas de centro, passa por harmonia. Mas eu acredito que essa harmonia virá, eles vão se entender, essa questão familiar vai se superar e a gente vai poder vir com força total para o que vem aí para frente — disse o governador durante coletiva.
A declaração ocorre após Michelle tornar público um desentendimento com o enteado. Em vídeos publicados nas redes sociais, a ex-primeira-dama afirmou que recebeu uma "punhalada" de Flávio durante uma discussão sobre articulações políticas no Ceará e disse ter sido desrespeitada e maltratada pelo senador em uma ligação telefônica. Ela afirmou ainda que interpretou a conversa como um sinal de que seu apoio à pré-candidatura presidencial de Flávio não era desejado.
Após a repercussão, Flávio divulgou uma mensagem em que pediu desculpas por "qualquer coisa" que pudesse ter magoado Michelle e defendeu a união do campo conservador. A ex-primeira-dama, por sua vez, publicou um novo texto afirmando que não guarda mágoas e que todos devem trabalhar juntos contra o governo do presidente Luiz Inácio da Silva.
A origem do atrito remonta ao fim do ano passado, quando Michelle entrou em rota de colisão com parte da família Bolsonaro ao se opor às negociações conduzidas pelo PL cearense para construir uma aliança com Ciro Gomes. Ela defendia que a legenda lançasse a vereadora Priscila Costa ao Senado, nome apoiado pelo PL Mulher.
Na ocasião, Flávio classificou a postura da madrasta como “autoritária”, enquanto Carlos e Eduardo endossaram a estratégia partidária. Dias depois, o senador pediu desculpas, e as conversas foram suspensas temporariamente. O diretório estadual, contudo, segue reafirmando apoio ao ex-ministro.
O novo embate ocorre num momento em que a pré-campanha de Flávio tenta ganhar espaço entre as mulheres e consolidar a candidatura presidencial dentro da direita.
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