Poder e Governo
Lula deve oficializar tentativa de reeleição em convenção no dia 1º de agosto, em Brasília
Aliados afirmam que presidente aguardou melhora nos índices de popularidade antes de marcar o evento
Já em ritmo de campanha eleitoral, com uma agenda de inaugurações pelo país e discursos direcionados à família Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve dar a largada oficial à tentativa de reeleição em convenção marcada para o dia 1º de agosto, em Brasília. O evento oficializará sua candidatura ao Palácio do Planalto pela sétima vez.
Os detalhes finais da convenção serão definidos nos próximos dias, após o retorno de Lula da França, onde participou da cúpula do G7.
Por exigência do presidente, o encontro deve ocorrer no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Lula teria descartado a realização do ato em um hotel de luxo da capital federal.
Nos últimos meses, houve divergência no comando da pré-campanha sobre o melhor momento para Lula assumir publicamente o papel de candidato. Lideranças petistas defendiam um pré-lançamento da candidatura para inserir o presidente de forma mais direta na disputa eleitoral e iniciar o embate com o senador e pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
Em 2022, quando não ocupava cargo público, Lula realizou em maio um ato para apresentar a chapa com Geraldo Alckmin como vice.
Desta vez, porém, o presidente resistiu e fez prevalecer a estratégia de adiar ao máximo o início formal de sua atuação como candidato. Segundo aliados, Lula avaliava que precisava, antes, se concentrar na melhora dos índices de aprovação do governo.
Nos últimos meses, o petista recorreu a um pacote de medidas estimado em R$ 215 bilhões, com anúncios como uma nova versão do programa Desenrola, o fim das taxas das chamadas “blusinhas”, subsídio para conter a alta dos combustíveis e abertura de linhas de crédito para que entregadores, taxistas e motoristas de aplicativo possam trocar de veículos.
Pesquisa Quaest divulgada na semana passada apontou melhora nos índices de aprovação do governo, embora o saldo ainda permaneça negativo. Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados desaprovam a gestão Lula, enquanto 47% aprovam.
A diferença entre desaprovação e aprovação era de nove pontos percentuais em abril. Em maio, caiu para três pontos e, agora, está em apenas um ponto.
Lula ainda pretende se dedicar a inaugurações de obras do governo até 4 de julho, data-limite estabelecida pela legislação eleitoral para que ocupantes de cargos públicos que são candidatos participem desse tipo de evento.
Entre 4 de julho e 1º de agosto, a previsão é que o presidente concentre, nos períodos da noite e nos fins de semana, atividades relacionadas à campanha, em locais fechados. Estão previstos para esse período, por exemplo, encontros setoriais.
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