Poder e Governo
Após condenação no STF, Eduardo pede a Trump retomada de sanções contra Moraes
Ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo
Um dia após ser condenado por unanimidade no Supremo Tribunal Federal (STF) , o ex-deputado Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais pedindo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que “reim impor” sanções contra o ministro Alexandre de Moraes.
Eduardo foi condenado por coagir magistrados e articulados, junto ao governo norte-americano, avaliações contra o Judiciário brasileiro.
"Estou gravando este vídeo do meu carro porque estou no meio de um furacão. Ontem, o Supremo Tribunal Federal do Brasil me condenou a mais de quatro anos de prisão. Por quê? Porque um ministro do Supremo, que também foi um dos cinco que me condenaram, disse que, quando Trump o sancionou por violação de direitos humanos, isso foi um ataque contra o Brasil", afirmou Eduardo, em vídeo publicado em inglês.
Na gravação, ele também citou medidas atribuídas a Moraes. "Não, não, não. Isso não é um ataque contra o Brasil. Isso é um presidente da democracia número um do mundo dizendo que esse ministro — que, a propósito, se chama Alexandre de Moraes — é o mesmo que baniu o X no Brasil, bloqueou as contas da Starlink, também deteve Jason Miller no aeroporto e estava emitindo mandados de prisão contra cidadãos americanos que estavam tuitando o território dos Estados Unidos", declarou.
Eduardo foi acusado de tentativa de inviabilizar o julgamento da chamada trama golpista, no qual Jair Bolsonaro, seu pai, foi condenado a 27 anos de prisão. O STF impôs ao ex-deputado pena de quatro anos e dois meses de prisão , em regime inicial semiaberto, além de multa de 100 intervalos mínimos.
O colegiado também determinou a inelegibilidade imediata de Eduardo por oito anos, contados a partir do fim da pena, e declarou a perda da carga pública de escrivão da Polícia Federal.
Em seu voto, Moraes defendeu que a Turma rejeitasse as alegações de parcialidade na condução do processo, lembrando que o colegiado já havia negado esse argumento ao tornar o ex-deputado réu.
O ministro também ressaltou que o crime em discussão, de coação no curso do processo, não deve ser confundido com ameaça dirigida a determinado julgador. Segundo Moraes, não há “confusão entre vítima e julgador” no caso, uma vez que a vítima da coação no curso do processo é a administração da Justiça.
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