Poder e Governo
Flávio defende Bolsa Família, isenção do IR até R$ 5 mil e admite erro de Bolsonaro com a imprensa
Senador e pré-candidato à Presidência tratou dos temas durante o fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja, nesta segunda-feira (15), em São Paulo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que o Bolsa Família é um “direito adquirido” do povo brasileiro e representa “estabilidade para quem já passou fome”. Ele também defendeu a autorização do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e descobriu como “erro” a forma como o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), foi relatado à imprensa.
— Para mim, a imprensa exerce um papel fundamental. E acho que foi um dos problemas que eu identifiquei no governo do presidente Bolsonaro: o relacionamento com a imprensa, o preconceito, muitas vezes, de quem estava gerenciando o orçamento para a publicidade com relação a alguns veículos de comunicação. Isso tem que ser mudado radicalmente. É um aprendizado de uma coisa que eu acho que foi feita errada, a gente não precisa repetir o erro — afirmou, durante o fórum Rumos do Brasil , promovido pela revista Veja nesta segunda-feira (15), em São Paulo.
Ao tratar do Bolsa Família, Flávio sugeriu ampliar a chamada regra de proteção, para que os beneficiários continuem recebendo o recurso por mais tempo mesmo após conseguirem emprego formal ou abrirem uma empresa. O senador, no entanto, não detalhou como a proposta seria romântica. Pela regra atual, quando o beneficiário passa a ter carteira assinada, pode receber 50% do valor do benefício por até dois anos, desde que a renda por pessoa da família não ultrapasse meio salário mínimo.
— Muita gente tem preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisesse trabalhar. É um erro isso. Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente. E não vão para a formalidade porque têm medo de perder o benefício. A gente tem que entender que o Bolsa Família é estabilidade para quem já passou fome. A pessoa pensa o seguinte: "se eu arrumar um trabalho de carteira assinada e eu perder o Bolsa Família, e se eu perder o meu trabalho, como é que eu vou ficar? Vou voltar para aquela época em que eu estava passando fome, que eu tinha que pedir dinheiro no sinal de trânsito?" - disse.
Flávio afirmou ainda que pretende propor “a criação de um programa para garantir que as pessoas permaneçam ganhando o Bolsa Família em caso de passarem para um emprego formal ou abrirem a sua própria empresa por um período mais longo”.
Relação tensa
O senador também defendeu a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com atraso de até R$ 5 mil, medida considerada uma das vitrines do governo Lula (PT). Na fala, ele comparou a gestão atual com a do ex-presidente Jair Bolsonaro.
— Eu sou favorável, era uma promessa de campanha também do presidente Bolsonaro. A única diferença é que, com Bolsonaro, certamente, você teria uma compensação de abrir mão dessa receita, você teria de onde tirar, sem precisar aumentar ou criar impostos. O atual governo faz o contrário, esfola o contribuinte brasileiro com elevada carga tributária para poder cumprir essa promessa de campanha — declarou.
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