Poder e Governo
Afastado do STJ, ministro Marco Buzzi depõe em processo disciplinar
Magistrado é ouvido após comissão do tribunal colher relatos de vítimas e testemunhas sobre suspeitas de importunação sexual
O ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, presta depoimento nesta segunda-feira no processo administrativo disciplinar que apura supostos atos de importação sexual atribuídos ao magistrado. Ele será ouvido a partir das 17h e nega as acusações.
O depoimento ocorre após a comissão responsável pelo caso ouvir as vítimas que denunciaram o ministro, além de testemunhas indicadas tanto pela defesa quanto pela acusação. O processo administrativo disciplinar foi aberto em abril.
O procedimento foi instaurado por decisão unânime do STJ, após a análise das conclusões da comissão de sindicância aberta em fevereiro. Foi fixado prazo inicial de 140 dias para a conclusão dos trabalhos, mas a apuração pode ser prorrogada.
Na ocasião, os ministros também decidiram manter o afastamento cautelar de Buzzi até o fim do processo.
A comissão responsável pela instrução do PAD é composta pelos ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva, sob a presidência de Salomão. Em caso de eventuais orientações, o magistrado poderá sofrer avaliações administrativas.
Uma das acusações envolve uma jovem de 18 anos, que afirma que o ministro tentou agarrá-la três vezes na praia de Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano, durante férias com a família do próprio magistrado. A outra denúncia foi apresentada por uma ex-funcionária que trabalhava no gabinete dele.
Há ainda um inquérito em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) , aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) , que apontou a existência de elementos mínimos para investigação.
Em nota divulgada após a abertura do procedimento disciplinar, os advogados do ministro, Paulo Emílio Catta Preta e Maria Fernanda Ávila, afirmaram que receberam a decisão “com renúncia e serenidade” e declararam confiar que poderão apresentar a improcedência das acusações.
“Acreditamos que, a partir de agora, teremos as condições permitidas para mostrar que todas as acusações contra o ministro Marco Buzzi são infundadas, estão desacompanhadas de mínimas provas e devem ser refutadas ao final deste processo”, diz o texto.
Acrescenta que Buzzi “tem uma vida pública de quatro décadas sem qualquer mácula” e sustenta que ele “não cometeu nenhum ato impróprio”.
Mais lidas
-
1ACIDENTE AÉREO
Vídeo mostra momento em que helicóptero atinge o solo no Recreio dos Bandeirantes
-
2RIO DE JANEIRO
Apagão deixa bairros da Grande Tijuca sem luz e afeta trânsito na Zona Norte do Rio
-
3DOCUMENTAÇÃO
Detran Alagoas é o primeiro do Brasil a ofertar carros automáticos gratuitos para exames práticos
-
4FÓRMULA 1
Kim Kardashian leva o estilo WAG à Fórmula 1: o que significa sigla associada à namorada de Lewis Hamilton
-
5ACIDENTE AÉREO
Pilotos mortos em colisão de helicópteros no Recreio tinham longas carreiras na aviação