Poder e Governo
Michelle diz que Bolsonaro fará novos exames após crise durante redução de remédios
Ex-primeira-dama participou por videoconferência de evento de lançamento da pré-candidatura de filiada ao PL
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou, nesta quarta-feira, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passará por novos exames após apresentar o que ela classificou como uma “crise” durante uma tentativa de redução das medicações usadas no processo de recuperação. Segundo Michelle, a equipe médica decidiu reformular o tratamento.
“O Jair já estava no desmame há três dias das medicações. Infelizmente, não deu certo, e ele teve uma crise muito forte anteontem. Ontem deu uma trégua à tarde, mas voltou”, afirmou.
As declarações foram dadas durante o lançamento da pré-candidatura de Luiza Cunha, conhecida como Luiza do Clézão, a deputada distrital. Ela é filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clézão, um dos presos pelos atos de 8 de janeiro que morreu após passar mal no Complexo Penitenciário da Papuda, em novembro de 2023.
Desde então, Clézão passou a ser tratado por aliados de Bolsonaro como símbolo da campanha contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas às prisões de envolvidos nos atos antidemocráticos.
Michelle estava confirmada no evento, mas participou por videoconferência porque precisou permanecer em casa para acompanhar Bolsonaro.
O encontro reuniu a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), o senador Magno Malta (PL-ES), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e os deputados federais Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS).
Ao justificar a ausência presencial, a ex-primeira-dama relatou que Bolsonaro enfrentou dificuldades após a tentativa de interromper gradualmente o uso de medicamentos.
De acordo com Michelle, a equipe médica optou por rever o tratamento do ex-presidente.
“Nós estamos com o doutor Brasil. Reformulamos todas as medicações. Ele vai passar por alguns exames. Infelizmente, eu não tenho como me ausentar”, disse.
Michelle também afirmou que pretendia dedicar mais tempo às atividades partidárias, especialmente à preparação de material de pré-campanha para mulheres ligadas ao PL, mas decidiu permanecer acompanhando o marido.
“Logo agora que eu tinha me programado para estar uma vez por semana, o dia inteiro, no PL, para fazer o material de pré-candidatura das nossas pré-candidatas pelo Brasil. Mas vai dar tudo certo”, declarou.
A ex-primeira-dama agradeceu as manifestações de apoio recebidas e reconheceu as dificuldades enfrentadas pela família durante o período de recuperação do ex-presidente.
“Quero agradecer o carinho, as orações. Não tem sido um momento fácil”, disse.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o fim de março, após autorização do ministro do STF Alexandre de Moraes. A permissão foi concedida em razão da condição de saúde do ex-presidente e tem previsão de terminar no fim deste mês, caso não seja prorrogada. Segundo Michelle, um pedido para ampliar o período em casa deve ser apresentado ao ministro.
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