Poder e Governo
Justiça Eleitoral homologa desfiliação de Aldo Rebelo do Democracia Cristã
Decisão ocorre após críticas do ex-ministro ao partido e abertura de processo disciplinar por divergências sobre pré-candidatura à Presidência
A Justiça Eleitoral homologou a desfiliação do ex-ministro Aldo Rebelo do Democracia Cristã (DC) . A decisão foi assinada pelo juiz eleitoral Tiago Duccatti Lino Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, após o partido solicitar oficialmente a saída do ex-ministro. O pedido ocorreu em meio à abertura de um processo disciplinar contra Rebelo, motivado por críticas feitas ao anúncio da pré-candidatura de Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), à Presidência da República.
Segundo comunicado do partido, a medida foi tomada "diante do esgotamento de diversas tentativas de resolução harmoniosa" e considerando "gravíssimos factos e provas apurados, que afrontam os valores, os princípios, os objectivos e o estatuto do partido". O Democracia Cristã também repudiou "os ataques proferidos" por Rebelo contra a direção nacional da legenda e seu presidente, o ex-deputado João Caldas.
Após a oficialização da pré-candidatura de Joaquim Barbosa, Rebelo, que também foi pré-candidato pelo DC, classificou a decisão da direção partidária como "afronta" e "balão de ensaio", afirmando que permaneceria na disputa eleitoral.
O ex-ministro ainda atribuiu a decisão do partido a uma suposta preocupação de João Caldas com o avanço do chamado caso Master em Alagoas. Caldas é pai de João Henrique Caldas (JHC), ex-prefeito de Maceió e possível candidato ao governo estadual neste ano.
— A oposição já está usando esse escândalo nas eleições de Alagoas e circula o dossiê dos negócios da família Caldas na prefeitura de Maceió, e diz: olha, provavelmente ele encontrou algum tipo de proteção de um ex-ministro do Supremo porque essa investigação vai para o Supremo Tribunal Federal — declarou Rebelo em entrevista à CNN.
Em nota enviada ao jornal O Globo nesta quarta-feira, Aldo Rebelo afirmou que "não houve decisão judicial sobre expulsão, mas homologação de um pedido irregular e ilegal de desfiliação". O ex-ministro argumentou ainda que a entrada ou saída do partido depende de "iniciativa própria" e que "o processo de expulsão exige um procedimento que foi iniciado". “Todos os atos da direção do DC neste sentido estão eivados de ilegalidades e, portanto, judicializados”, completou Rebelo.
Mais lidas
-
1INFRAESTRUTURA
Paulo Dantas anuncia triplicação da rodovia entre Maceió e Barra de São Miguel
-
2TÊNIS INTERNACIONAL
Sinner pode quebrar dois recordes históricos se vencer Ruud na final do Masters 1000 de Roma
-
3LUTO
Professora Dorinha morre aos 57 anos após complicações de cirurgia em Arapiraca
-
4LOTERIAS
Mega-Sena especial de 30 anos tem ganhadores no Rio e em Fortaleza; confira o resultado
-
5LOTERIAS
Mega-Sena 30 anos: confira o resultado do sorteio especial e os maiores prêmios da história