Poder e Governo
Aliados atribuem melhora na avaliação do governo Lula a pacote de medidas e revelações sobre Flávio Bolsonaro
Na visão de aliados do petista, iniciativas da gestão se somaram às revelações sobre a ligação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro
Integrantes da coordenação da pré-campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o recente pacote de medidas positivas anunciadas pelo governo, aliado a iniciativas como o encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contribuíram significativamente para a melhora da avaliação do governo, conforme apontou a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado. O cenário também foi impactado pelas revelações sobre as relações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo aliados, Lula conseguiu, no segundo trimestre, se desvincular do noticiário negativo que marcou os primeiros meses do ano. Na pesquisa Datafolha de abril, a diferença entre a avaliação negativa e positiva do governo era de 11 pontos percentuais (40% de ótimo e bom contra 29% de ruim e péssimo). Essa distância caiu para 9 pontos na edição da semana passada (39% a 30%) e chegou a 6 pontos na pesquisa mais recente (38% a 32%).
"Durante o primeiro trimestre, o governo produziu poucos fatos novos, quase não apresentou iniciativas e o noticiário foi praticamente todo ocupado pela cobertura dos casos Master e CPMI do INSS", afirma Éden Valadares, secretário de comunicação do PT e integrante da coordenação da campanha à reeleição de Lula.
Valadares explica que, em abril, o partido concentrou sua comunicação na defesa do fim da jornada de trabalho 6x1, pauta também defendida pelo governo, e intensificou os ataques a Flávio Bolsonaro.
"Tudo isso ajudou no cômputo geral da pesquisa. Mas a tendência firme e consolidada de queda da desaprovação e aumento da aprovação de governo tem relação direta com a agenda e as ações do presidente Lula", avalia.
Nas últimas semanas, a gestão petista apostou em um "pacote de bondades", com anúncios como a nova versão do programa Desenrola, o fim das taxas das blusinhas, subsídio para conter a alta do preço dos combustíveis e a abertura de linhas de crédito para taxistas e motoristas de aplicativo trocarem de veículos.
"O presidente Lula retomou uma agenda muito positiva, como as viagens para a Espanha e os EUA. E lançou medidas de forte impacto, como Desenrola 2.0, limitação da atuação das Bets, fim da taxa das Blusinhas, crédito para taxistas e motoristas de aplicativo. A cobertura da imprensa foi monopolizada pelas revelações envolvendo Flávio Bolsonaro, Daniel Vorcaro e o Banco Master", destaca Valadares.
Questionado se a melhora da aprovação não seria lenta e precisaria ser acelerada, o secretário de comunicação do PT pondera que a conjuntura política não permite uma mudança mais brusca do quadro, que ainda é negativo para o governo na comparação entre os que consideram a gestão ótima ou boa e os que a classificam como ruim ou péssima.
"Não acho que seja lenta. Acho que é a possível. Quem faz comunicação precisa, de uma vez por todas, atualizar o chip e entender que não teremos mais presidentes com 70%, 80% de aprovação. Em nenhum país. Então é preciso tirar a cabeça de 2006 e pisar os pés em 2026", conclui.
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