Poder e Governo
Lula defende reforço da segurança para proteger Amazônia e cita declarações de Trump
Presidente alerta para vulnerabilidade nas fronteiras e manifesta preocupação com possíveis investidas internacionais sobre o território brasileiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (data não informada) que o Brasil precisa fortalecer sua estrutura de segurança e proteção territorial diante de ameaças externas. Durante discurso em um evento do setor cultural no Espírito Santo, Lula destacou a vulnerabilidade do país e mencionou recentes declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a anexação da Groenlândia, o controle do Canal do Panamá e a incorporação do Canadá ao território americano, como exemplos que reforçam a necessidade de atenção à soberania nacional.
— Esse país tem que resolver o problema de segurança, porque qualquer um que quiser invadir aqui invade, porque a gente não tem a segurança necessária, porque nunca pensamos nisso — afirmou Lula. — Depois que o Trump disse que a Groenlândia é dele, que o Canadá é dele, que o Canal do Panamá é dele, quem é que diz que ele não vai dizer que a Amazônia é dele? Vamos ter que cuidar, assumir a responsabilidade de cuidar desse país, porque daqui a pouco vem um maluco e quer tomar — declarou.
As declarações ocorrem em meio a discussões dentro do governo brasileiro sobre segurança nacional e soberania territorial. Integrantes do Palácio do Planalto acompanham com preocupação debates nos Estados Unidos sobre a possibilidade de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, o que, na avaliação de auxiliares do governo, poderia abrir espaço para pressões ou questionamentos externos envolvendo o Brasil.
No início do mês, Lula e Trump se reuniram em Washington, mas, segundo o presidente brasileiro, o tema das facções criminosas não foi abordado no encontro.
Durante o discurso, Lula também comentou sua relação com Trump e afirmou ter dito ao ex-presidente americano que não deseja confronto direto com os Estados Unidos.
— A guerra que eu quero fazer com você é de narrativa. Eu quero provar que você está errado e que o Brasil está certo. Eu quero provar com números — ressaltou Lula.
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