Poder e Governo
Alcolumbre evita responder sobre Flávio Bolsonaro, Vorcaro, CPI do Master e indicação de Messias
Presidente do Senado desconversou sobre temas sensíveis após sessão do Congresso
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), evitou responder a questionamentos sobre temas de grande repercussão política na noite desta quinta-feira (6), ao final da sessão do Congresso Nacional.
Alcolumbre foi abordado por jornalistas sobre o possível reenvio da indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e a pressão pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o escândalo financeiro envolvendo o banco.
Questionado sobre uma eventual nova indicação de Messias ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alcolumbre respondeu: “Não posso te responder essa pergunta”. Messias teve sua indicação rejeitada pelo Senado no final de abril, em uma derrota significativa para o governo.
Sobre a possibilidade de instalar uma CPI Mista para apurar o caso do Banco Master na próxima sessão do Congresso, o senador limitou-se a dizer: “É a segunda pergunta que não posso responder”.
Indagado ainda sobre o motivo de não ter lido o requerimento de criação da CPI durante a sessão, afirmou: “É a terceira pergunta que não posso responder”.
Em seguida, Alcolumbre foi questionado sobre os vínculos de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro. “Essa é a quarta (pergunta que não posso responder) porque eu não sei das conversas”, declarou.
A relação entre Flávio e Vorcaro veio à tona após o site Intercept divulgar trocas de mensagens em que o senador pede recursos para financiar um filme em homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pacote de bondades para partidos
Alcolumbre também comentou sobre o projeto que concede um “pacote de bondades” aos partidos políticos, aprovado rapidamente na Câmara na última terça-feira. Segundo o presidente do Senado, a proposta ainda não chegou oficialmente à Casa e precisa cumprir os trâmites burocráticos.
O senador afirmou que alguns parlamentares manifestaram interesse em relatar o projeto, citando Marcelo Castro (MDB-PI), relator de outras mudanças eleitorais. “Os líderes me perguntaram sobre esse assunto ontem em sessão do plenário. Vou tomar conhecimento do projeto, que ainda não chegou ao Senado, ainda está na Mesa da Câmara, para conversar com os senadores sobre a possibilidade da deliberação. O senador Marcelo Castro é um dos que desejam relatar, assim como outros”, disse.
Entre as mudanças previstas no projeto estão condições mais favoráveis para negociação de dívidas partidárias, estabelecimento de um teto para multas, flexibilização no disparo de mensagens durante períodos eleitorais e novas regras para evitar o bloqueio de contas dos partidos.
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