Poder e Governo
PF investiga repasse de R$ 14 milhões de fundo ligado à Refit para empresa de Ciro Nogueira
Informação consta em inquérito da Polícia Federal que motivou operação contra o ex-governador Cláudio Castro
A Polícia Federal acordou o repasse de pelo menos R$ 14,2 milhões de um fundo vinculado ao grupo empresarial da Refit, controlado pelo empresário Ricardo Magro, para uma empresa registrada em nome de familiares do senador Ciro Nogueira (PP-PI). As informações constam na representação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Operação Sem Refino, e foram divulgadas pelo Estadão e confirmadas pelo GLOBO.
De acordo com a PF, a empresa Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda., registrada em nome de familiares do senador, aparece na contabilidade da Athena Real Estate Ltda. com movimentações que somam R$ 14,2 milhões em 2024.
A Athena é apontada pela investigação como ligada ao fundo EUV Gladiator, cujo cotista é a Eurovest SA Segundo a PF, uma conta vinculada à empresa adquiriu diversos imóveis do grupo Refit.
Em nota, o senador afirmou que a operação se refere à venda de um terreno "em local altamente valorizado em Teresina, cuja venda foi regular e totalmente declarada junto aos órgãos competentes, em valores condizentes com o mercado".
A Operação Sem Refino foi deflagrada na semana passada, tendo como alvo principal o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A PF investiga suspeitas de que uma estrutura do governo estadual teria sido utilizada para favorecer os interesses de Ricardo Magro e do grupo Refit. O STF autorizou buscas, apreensões e determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em bens dos investigados.
Na representação ao STF, a PF afirma que “sob a batuta de Cláudio Castro e mediante suas diretrizes, o Estado do Rio de Janeiro direcionou todos os esforços de sua máquina pública” para beneficiar o conglomerado de Ricardo Magro.
No início deste mês, Ciro Nogueira também foi alvo de buscas da Polícia Federal em outra investigação. O senador foi atingido por mandatos na nova fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes envolvendo o banco Master, do empresário Daniel Vorcaro.
Nota de Ciro Nogueira
O senador Ciro Nogueira lamenta as recorrentes tentativas de associação a escândalos, as quais serão necessariamente frustradas, uma vez que não praticou nenhum ato irregular ou ilegal.
Sobre o caso em questão, esclarece que a empresa compradora do terreno buscou uma área superior a 40 hectares para construir uma distribuidora de combustíveis. O valor indicado refere-se à venda dessa área, situada no local valorizado de Teresina, cuja transação foi regular e totalmente declarada aos órgãos competentes, em valores compatíveis com o mercado.
Ressalta ainda que a empresa da família do senador atua no segmento imobiliário, com compra, venda e aluguel de imóveis. O senador informa que actualmente não detém participação na empresa e que, à época do negócio, a sua participação era inferior a 1%.
Ciro Nogueira afirma estar tranquilo quanto às insinuações e destaca ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos, ressaltando que as acusações surgem em ano eleitoral, com o objetivo de prejudicar sua imagem junto ao povo do Piauí.
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