Poder e Governo

Encontro entre Lula e Alcolumbre é protocolar e sem sinais de reaproximação

Presidente do Senado não participou de evento no Planalto que celebrou 100 dias do pacto dos três Poderes contra a violência às mulheres

Agência O Globo - 21/05/2026
Encontro entre Lula e Alcolumbre é protocolar e sem sinais de reaproximação
- Foto: © Foto / Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tiveram uma breve conversa em uma sala reservada do Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quarta-feira, pouco antes da posse de Odair Cunha (PT) como ministro da corte.

Segundo relatos de quatro fontes presentes, também participaram do encontro os presidentes do TCU, o ministro Vital do Rêgo, da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o próprio Odair Cunha. O diálogo durou cerca de dez minutos e, de acordo com essas pessoas, nenhum tema polêmico foi discutido.

O clima foi descrito como "ameno e tranquilo", em contraste com a cerimônia de posse da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na semana passada, quando Lula e Alcolumbre, sentados lado a lado, não trocaram palavras.

Momentos antes da chegada de Lula, outras autoridades, como ministros do TCU, membros do governo e parlamentares, dirigiram-se ao plenário para a solenidade. A pedido de Odair Cunha, o presidente do tribunal chamou Motta e Alcolumbre para a sala reservada.

Apesar da interação, aliados de ambos afirmam que ainda não há clima para um diálogo privado entre Lula e Alcolumbre, especialmente após a suspensão pelo Senado da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), em abril.

Mais cedo, nesta quarta-feira, Alcolumbre não comparou ao evento no Palácio do Planalto que marcou os 100 dias do pacto dos três Poderes pelo combate à violência contra as mulheres.

O presidente do Senado foi convidado pelo Executivo, mas, segundo sua assessoria de imprensa, tinha um compromisso pessoal no mesmo horário. Estiveram apresenta no evento o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do STF, Edson Fachin.