Poder e Governo
Dino cobra informações da Câmara sobre situação e missão oficial de Mário Frias no Bahrein
Ministro do STF pede explicações à presidência da Câmara sobre o deputado, em meio a tentativas de notificação para esclarecimentos sobre emendas destinadas a empresa ligada a produtora de filme sobre Bolsonaro.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), oficiou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, solicitando informações detalhadas, no prazo de 48 horas, sobre a situação funcional do deputado Mário Frias (PL-SP) e sua missão oficial no Bahrein. A medida ocorre em meio às tentativas de notificar o parlamentar para que ele esclareça o envio de emendas a uma empresa associada à produtora de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Dino também requisitou esclarecimentos sobre o período autorizado pela Câmara para a participação de Frias na missão oficial. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, o deputado apresentou pedido para missão oficial sem ônus, com agendas previstas no Bahrein entre os dias 12 e 18 deste mês. “A convite da embaixada do Bahrein em Brasília, o parlamentar participará de reuniões no parlamento do país e do Comitê de Desenvolvimento Econômico”, informou a nota oficial.
Documento obtido pelo GLOBO detalha que a programação inclui encontros com integrantes do governo bareinita, empresários e autoridades do setor econômico. Entre as atividades, estão reuniões no Conselho de Desenvolvimento Econômico do Bahrein, encontros com empresários e visitas institucionais.
A notificação ocorre após a abertura de uma apuração preliminar sobre o envio de R$ 2,6 milhões em emendas Pix, em 2024, por Mário Frias, Bia Kicis (PL-DF) e Marcos Pollon (PL-MT) a uma ONG presidida por sócia da produtora do filme “Dark Horse”. Após o pedido de esclarecimento de Dino, já responderam à Câmara dos Deputados e os deputados Marcos Pollon e Bia Kicis. Mário Frias, que atua como produtor executivo do filme sobre Bolsonaro, ainda não se manifestou.
Com a apuração preliminar em andamento, Dino irá analisar os dados referentes aos repasses para verificar possível descumprimento da decisão do STF, que exige transparência e rastreabilidade no uso de emendas parlamentares.
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