Poder e Governo
PF aponta práticas criminais reiteradas de Ricardo Magro em pedido de prisão preventiva
Polícia Federal e PGR destacam risco de continuidade de fraudes e evasão de divisas caso empresário siga em liberdade.
Ao solicitar a prisão preventiva de Ricardo Magro , controlador do grupo Refit e da Refinaria de Manguinhos, a Polícia Federal argumentou que a liberdade do empresário representativo representaria risco de continuidade de práticas criminosas. De acordo com o pesquisador, Magro permaneceria à frente do grupo, mantendo acesso às empresas utilizadas para ilícitos. Para a PF, a liberdade do empresário teria como “consequência lógica” a reiteração de crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e delitos contra a ordem econômica.
A Procuradoria-Geral da República confirmou com o pedido, classificando Magro como “principal liderança e beneficiários das fraudes praticadas pela estrutura criminosa”. O Ministério Público Federal destacou ainda que o empresário encontra-se foragido e que sua liberdade representa “risco concreto à aplicação da lei penal, à ordem pública e ao desenvolvimento seguro” das investigações.
O MPF também ressaltou que a prisão de Magro é necessária para garantir que outros investigados possam depor "livres de possíveis ameaças e constrangimentos".
A Polícia Federal solicita, ainda, a inclusão do nome de Ricardo Magro na lista da Difusão Vermelha da Interpol, com o objetivo de possibilitar sua prisão e extradição para o Brasil. Segundo a corporação, Magro pratica fraudes “fora do território nacional e direciona seus lucros ao exterior, em prejuízos de credores e de empresas nacionais”.
Nesse contexto, o investigador apontou que a inclusão do empresário na lista dos mais procurados da Interpol visa “impor empecilhos burocráticos à perpetuação das fraudes por ele capitaneadas”.
O ministro Alexandre de Moraes, ao acolher os pedidos, considera a medida essencial para “resguardar a ordem pública e económica e a conveniência da instrução criminal”.
Ricardo Magro foi um dos principais alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal para apurar suspeitas de fraude no setor de combustíveis. Ele foi o único alvo de mandado de prisão na ofensiva, que também fez buscas contra o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
Em nota, a defesa de Castro afirmou que todos os procedimentos realizados durante sua gestão "obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do Estado".
Segundo a PF, a Operação Sem Refino investiga a atuação de um conglomerado econômico do setor de combustíveis por suspeitas de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos para o exterior.
Celulares em nome de mortos
Durante as investigações, a PF acordou o uso de telefones cadastrados em nome de pessoas falecidas para manter comunicações suspeitas. A descoberta ocorreu após análise do celular de um auditor fiscal.
O pesquisador constatou interações frequentes com um contato identificado como “Márcio PF”, que utilizava uma linha registrada em nome de uma pessoa morta desde 2021, sem qualquer vínculo com a corporação.
Para a PF, o uso de uma linha ativa em nome de um falecido indica tentativa deliberada de ocultação de identidade. A representação destaca que a frequência dos encontros, a regularidade das comunicações e o cuidado na escolha dos locais reforçam a suspeita de ligação com as atividades ilícitas investigadas.
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