Poder e Governo
O que é a Difusão Vermelha da Interpol? PF inclui Ricardo Magro, dono da Refit, na lista internacional
Empresário, apontado como 'maior sonegador de impostos' do Brasil, teve nome inserido em alerta global durante operação da PF
A inclusão do empresário Ricardo Magro na Difusão Vermelha da Interpol, durante a operação da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira, reacende a importância de um dos mecanismos mais antigos e simbólicos da cooperação policial internacional. O alerta vermelho é utilizado para localizar e solicitar a prisão provisória de foragidos em diferentes países, sendo o primeiro grande banco de dados da Interpol, criado em 1947.
Quem é Ricardo Magro
Ricardo Magro, dono do grupo Refit e alvo de mandado de prisão preventiva na Operação Sem Refino, teve seu nome inserido no sistema internacional após decisão judicial. A operação também investiga o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, que é alvo de mandados de busca e apreensão em apuração sobre suspeitas de fraude fiscal, ocultação patrimonial e evasão de recursos no setor de combustíveis.
Histórico da Difusão Vermelha
Criada inicialmente em formato analógico, a chamada "difusão vermelha" foi a base do sistema internacional de procurados da Interpol. O primeiro alerta da história foi emitido em 1947 para localizar um cidadão russo acusado de matar um policial.
Na época, os registros eram feitos manualmente, em fichas de cartolina arquivadas por nomes, crimes, documentos e até placas de veículos. O sistema foi informatizado apenas na década de 1980. Atualmente, a Interpol opera 19 bancos de dados globais, compartilhados entre polícias de diversos países, incluindo arquivos de DNA, impressões digitais, documentos falsificados e obras de arte roubadas.
Outros tipos de alertas
Apesar de ser popularmente conhecida como "lista vermelha da Interpol", a difusão vermelha é apenas um dos mecanismos de alerta da organização. Existem outros níveis e cores, utilizados para diferentes finalidades, como localização de desaparecidos, monitoramento de ameaças ou compartilhamento de informações sobre organizações criminosas.
Operação Sem Refino
De acordo com a Polícia Federal, a Operação Sem Refino investiga um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de ocultação patrimonial, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Ao todo, estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas. O caso integra as apurações da chamada ADPF das Favelas, que investiga conexões entre organizações criminosas e agentes públicos no Rio de Janeiro.
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