Poder e Governo
Após divergência com Flávio Bolsonaro, Frias revisa versão sobre patrocínio de Vorcaro a filme
Deputado afirma que filhos do ex-presidente não têm relação com produção do longa-metragem
Após apresentar uma versão diferente da do senador e pré-candidato à Presidência da República sobre o financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro ao filme Dark Horse, o deputado federal Mário Frias, produtor do longa, publicou uma nova nota sobre o tema. Segundo Frias, a divergência se deve a "uma diferença de interpretação sobre a origem formal do investimento".
"Quando afirmei anteriormente que não há 'um centavo do Master' no filme, referia-me ao fato de que Daniel Vorcaro não é e nunca foi signatário de relacionamento jurídico, assim como o Banco Master nunca figurou como empresa investidora. O nosso relacionamento jurídico foi firmado com a Entre, pessoa jurídica distinta", escreveu Frias.
O parlamentar afirma ainda que "o senador Flávio Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro não têm sociedade no filme, nem na produtora ou com qualquer outra estrutura ligada ao filme". Ele acrescenta que Dark Horse conta apenas com capital privado, sem recursos públicos envolvidos.
Nas redes sociais, Frias publicou outro texto na noite desta quinta-feira. Nesta nota, ele afirma que os investidores do longa-metragem tinham receio de serem "perseguidos".
"Tentar imputar qualquer tipo de crime à aquisição de patrocínio privado em 2024 é apenas mais uma narrativa tosca que nasceu dentro da própria direita que tenta sabotar a candidatura do Flávio, aproveitada pela esquerda sem escrúpulos", escreveu o parlamentar.
Segundo a colunista do GLOBO, Malu Gaspar, o antigo dono do Banco Master repassou R$ 62 milhões para a produção. Após a repercussão do caso nesta quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro se manifestou publicamente por meio de nota e vídeo, defendendo-se e afirmando que Vorcaro "tinha um contrato" para financiar Dark Horse.
"Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024. Não havia absolutamente nenhuma acusação contra ele. O que acontece é que, com o passar do tempo, ele simplesmente parou de honrar com as parcelas do contrato. Sim, havia um contrato, e ao não pagar as parcelas, havia grande chance de o filme sequer ser veiculado, sequer ser concluído. Em função disso, procuramos outros investidores para concluir esse filme", disse Flávio.
Na quarta-feira, Mário Frias chegou a publicar uma nota no Instagram afirmando que "não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse". Ele reforçou também que Flávio Bolsonaro não mantém qualquer ligação com a produção do filme.
"E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido", afirmou o deputado em comunicado divulgado nas redes sociais.
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