Poder e Governo
Flávio Bolsonaro afirma que dinheiro de Vorcaro para filme foi repassado via fundo de advogado de Eduardo
Senador nega que recursos tenham beneficiado o irmão e diz que valor foi destinado à produção do longa
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, negou nesta quinta-feira que os recursos solicitados ao banqueiro Daniel Vorcaro tenham beneficiado o deputado cassado Eduardo Bolsonaro, seu irmão — hipótese investigada pela Polícia Federal (PF) na apuração sobre o financiamento do filme "Dark Horse" (O Azarão). Em entrevista à Globo News, Flávio declarou que o valor aportado pelo banqueiro foi direcionado ao longa-metragem por meio do fundo Havengate Development Fund LP, administrado pelo advogado de Eduardo e sediado no Texas, Estados Unidos.
“Todos os recursos aportados nesse fundo, específico para produção do filme, foram integralmente utilizados para fazer o filme”, afirmou Flávio à Globo News.
A investigação da PF busca esclarecer se o dinheiro foi efetivamente usado na produção do filme ou se serviu apenas como justificativa para a transferência dos valores.
Na quarta-feira, o site Intercept Brasil divulgou conversas entre Flávio e Vorcaro em que o senador pede ao empresário o pagamento de “parcelas” para financiar um filme biográfico sobre o pai, a ser lançado às vésperas da eleição de outubro.
“Para montar uma estrutura como essa, é necessário contratar um advogado de confiança do Eduardo Bolsonaro, alguém que cuidou do seu processo de green card. Isso está dentro do contexto do filme. Ele é advogado e gestor do filme”, explicou o pré-candidato à Presidência pelo PL. “Esse dinheiro foi para um fundo exclusivo para a realização do filme”, reforçou.
Segundo documentos norte-americanos, o fundo citado por Flávio tem como “agente legal” o escritório de um advogado do ex-deputado.
Eduardo mudou-se para os Estados Unidos no início do ano passado. Atualmente, ele é réu em processo no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de articular sanções econômicas contra o Brasil e ministros da Corte, como forma de criar obstáculos ao julgamento do pai no caso da trama golpista.
Flávio Bolsonaro também afirmou, na entrevista, desconhecer qualquer irregularidade envolvendo Vorcaro. Uma das trocas de mensagens tornadas públicas ocorreu na véspera da primeira prisão do ex-banqueiro, em novembro de 2025, no âmbito do escândalo investigado.
“A partir do momento em que aconteceu algo mais grave e percebi que ele não iria honrar as parcelas do contrato, busquei outros investidores. Não há absolutamente nada de errado em captar investimento privado para um filme, uma obra cultural”, concluiu.
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