Poder e Governo

Diretório do Novo no Paraná critica reação de Zema aos áudios de Flávio Bolsonaro

No estado, a sigla tem Deltan Dallagnol como pré-candidato ao Senado em chapa com o PL, que lança Sergio Moro ao governo

Agência O Globo - 14/05/2026
Diretório do Novo no Paraná critica reação de Zema aos áudios de Flávio Bolsonaro
Romeu Zema (Novo) - Foto: Reprodução / Instagram

O diretório do partido Novo no Paraná manifestou críticas à postura do ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo-MG), diante dos áudios enviados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master. No Paraná, o Novo aposta na pré-candidatura ao Senado do ex-deputado federal e ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, em uma aliança com o PL, que tem o senador Sergio Moro (PL-PR) como candidato ao governo estadual.

“A divulgação do vídeo pela equipe de comunicação de Zema foi precipitada e gerou ruídos desnecessários em alianças já estabelecidas”, afirmou o diretório estadual do Novo. O partido também ressaltou que “posicionamentos públicos dessa natureza devem observar alinhamento prévio com a convenção nacional do partido, o que não ocorreu neste caso”.

O comunicado reforça que a aliança entre PL e Novo no Paraná “permanece sólida” e unida pela “oposição ao PT e ao ideário da esquerda”. Em estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, membros do Novo já defenderam Zema como possível vice de Flávio Bolsonaro para fortalecer as alianças regionais entre as siglas.

A nota faz referência ao vídeo publicado por Zema nesta semana, em que ele classificou a divulgação dos áudios de Flávio a Vorcaro como “um tapa na cara do Brasil” e uma atitude “imperdoável”. A reação de Zema provocou críticas de aliados de Flávio, como o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial. Em redes sociais, eles chamaram Zema de “oportunista”.

No Paraná, a crise envolvendo Flávio Bolsonaro tornou-se munição para a esquerda, sendo utilizada pela ex-ministra e pré-candidata ao Senado, Gleisi Hoffmann, para cobrar posicionamentos de Moro e Dallagnol sobre o caso Master.