Poder e Governo
Posse de Nunes Marques no TSE deve marcar primeiro encontro de Lula e Flávio como pré-candidatos ao Planalto
Cerimônia em Brasília reúne presidente e senador do PL; Planalto evitou situação semelhante em março
A posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcada para esta terça-feira, deve marcar o primeiro encontro público entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) desde que o parlamentar lançou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, em dezembro do ano passado.
O evento ocorre em um momento em que Lula e Flávio despontam como principais concorrentes na disputa presidencial de 2026. Segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada na última semana, o senador do PL aparece com 45,3% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 44,7% do petista. O resultado configura empate técnico, considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Flávio confirmou ao jornal O Globo que estará presente na cerimônia. Lula também é esperado no evento, que contará com a participação de ministros do Supremo Tribunal Federal, integrantes do governo, parlamentares e dirigentes partidários.
O encontro ocorre dois meses após o Palácio do Planalto evitar uma situação semelhante. Em março, Lula cancelou de última hora a viagem ao Chile, onde participaria da posse do presidente José Antonio Kast, em Valparaíso, após auxiliares receberem a informação de que Flávio também estaria no evento.
Na ocasião, interlocutores do Planalto afirmaram, em caráter reservado, que a presença simultânea dos dois poderia gerar desgaste político e criar uma imagem explorada pela oposição, especialmente no momento em que Flávio iniciava sua movimentação nacional como pré-candidato.
O cancelamento ocorreu quando membros da equipe diplomática brasileira já se encontravam no Chile, preparando a visita presidencial.
Desde o lançamento da pré-candidatura, Flávio tem intensificado sua participação em agendas políticas fora do Senado. Nos bastidores, aliados do senador destacam que a estratégia é fortalecer sua imagem como nome competitivo e ampliar o diálogo com partidos de centro e do Centrão.
No governo, auxiliares de Lula acompanham atentamente os movimentos do senador, mas avaliam que ainda há possibilidade de divisão no campo da direita até a eleição. Também são pré-candidatos os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil).
A cerimônia desta terça-feira terá peso simbólico para o grupo político de Bolsonaro. Nunes Marques assumirá a presidência do TSE ao lado do ministro André Mendonça, ambos indicados ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente.
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