Poder e Governo
Eduardo Bolsonaro diz que Salles se transformou em 'meme' por ser 'biruta de vento político' e pede ‘mais maturidade’
Filho do ex-presidente rebateu críticas de deputado federal, que acusou Eduardo de 'fazer bravatas' e o criticou por apoiar André do Prado ao Senado em SP
O ex-deputado federal (PL) rebateu as críticas feitas pelo deputado (Novo-SP), que neste sábado reclamou a decisão do PL de lançar André do Prado (PL) como pré-candidato ao Senado por São Paulo, com apoio de Eduardo. Em uma transmissão ao vivo realizada nesta segunda-feira (11), Eduardo respondeu ponto a ponto às falas de Salles, disse que ele se transformou numa “biruta de vento político”, que “está virando meme” e pediu “mais modernidade” para ele.
Salles se coloca como pré-candidato ao Senado e criticou a chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo. Eduardo será o primeiro suplente de Prado. No sábado, e acusou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de ter praticado “corrupção” no Ministério dos Transportes.
Eduardo disse que Salles “partiu para a calúnia” ao dizer que ele estaria aceitando dinheiro para apoiar Prado. O filho de Jair Bolsonaro (PL) disse que eu precisava responder, mas que não irá processar Salles por tê-lo chamado de corrupto, mas pediu que ele provasse que há alguma espécie de “acordo financeiro” entre ele e André do Prado.
— Você está virando meme nas páginas, Salles, por causa dessa sua conduta de ser biruta de vento político. Você é quem está se desanimando, não sou eu não. Eu sou o primeiro suplemento de uma chapa. Você está notoriamente quieto, todo mundo viu isso, porque você acha que essa é a estratégia correta de se manter dentro do tabuleiro político com mandato. Eu coloquei tudo na minha vida em jogo, uma candidatura encaminhada para o Senado, para me arriscar e tentar fazer pressão de fora — falou.
Eduardo disse que Salles está “cag***” para os outros nomes que eram cotados para serem candidatos ao Senado em São Paulo, como o vice-prefeito Mello Araújo (PL), o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e o deputado estadual Gil Diniz (PL), e criticou sua postura de “não jogar para o grupo”. Para o ex-parlamentar, que está nos Estados Unidos, o ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro quer “descontar a raivinha porque não foi escolhido” para ser apoiado pelo PL para a eleição.
— Salles não é incontrolável não, o Salles não joga para o grupo, esse é o problema dele. É por isso que ele está fazendo esse estardalhaço todo, ele quer se vingar de mim. Ele não quer botar o Mello Araújo, o Mário Frias, não. Ele vai se deleitar e vai rir se conseguir me tirar de campo e para isso ele está apelando tanto. Ele começa a conversa falando que quer jogar para o grupo e, no primeiro obstáculo que ele encontra, ele já está o pavio curto — acrescentou.
Eduardo ainda rebateu as acusações de Salles de que teria sumido e não teria conversado com ele antes de decidir. André do Prado, junto com Valdemar, foi aos Estados Unidos três vezes neste ano para convencê-lo de apoiar sua candidatura.
— Eu não sabia que deveria me satisfazer com você, Salles. Por que você não veio aqui nos Estados Unidos, estava com medo de ser perseguido? - indagou.
Em resposta à acusação de Salles de que Eduardo saiu do Brasil para “fazer bravatas” no exterior, o filho de Bolsonaro se defendeu dizendo que suas ações nos EUA teriam ajudado a direita em alguns pontos, citando a sanção do Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com a Lei Magnitsky, e o crescimento do irmão Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de acusação de voto à presidência da República.
— Por que o Moraes foi sancionado com a Lei Magnitsky, por que o Flávio está liderando as pesquisas? É exatamente por causa disso que eu, junto com um monte de gente, vou expondo. A diferença entre eu aqui e você é que aqui eu tenho ferramentas mais poderosas de divulgação — disse.
Eduardo ainda aprovou para xingar o vereador Pablo Almeida (PL), de Belo Horizonte, aliado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). No mês passado,
— É lamentável que as pessoas recortem meu vídeo onde eu falo "não tô nem aí, meu pai vai morrer um dia mesmo", nesses dez segundos, e sugerindo que eu não estou me importando com a vida do meu pai. Isso não foi o Salles não, isso foi um vagabundo, um vereador de BH que é o braço-direito do Nikolas, o Pablo. Isso que o Pablo fez é coisa de vagabundo. E depois como ele faz para se limpar? Ele vai lá com o Flávio tirar uma foto. E o Flávio está num turbilhão, eu nem enchi o saco dele com isso. Mas Pablo, você é um vagabundo — disse.
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