Poder e Governo
Valdemar se reúne com Eduardo e diz que escolha de presidente da Alesp como candidato ao Senado está encaminhada
Dirigente tenta convencer ex-deputado, que tem simpatia por outros nomes
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), deve ser o escolhido como candidato do partido ao Senado por São Paulo. A declaração foi feita após encontro com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, realizada nesta terça-feira, no Texas, Estados Unidos.
— Tudo se encaminha para ser André do Prado. O anúncio vai depender de Eduardo, será mais para a frente — disse Valdemar ao GLOBO.
Questionado sobre o consenso interno no partido em torno do nome de Prado, Valdemar confirmou que há apoio. Apesar disso, a decisão final permanece nas mãos de Eduardo Bolsonaro, que deixou o Brasil no ano passado e, então até, era o nome principal do PL para disputar o Senado paulista. Atualmente, Eduardo vive no Texas, onde recebeu Valdemar e, nos próximos dias, deverá se reunir também com André do Prado.
A viagem do dirigente do PL teve como objetivo destravar o impasse interno. Dentro do partido, existe um acordo para que Eduardo arbitre a escolha do candidato à segunda vaga ao Senado na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o que mantém outros nomes na disputa.
Entre os possíveis candidatos estão o deputado federal Mário Frias (PL-SP), aliado de Eduardo, e o vice-prefeito da capital paulista, Ricardo Mello Araújo, que conta com a simpatia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, aliados avaliaram que o cenário passou a favorecer André do Prado. O movimento recente envolve a atuação mais direta de Valdemar nos músculos, o apoio da maioria da bancada do PL na Alesp — atualmente com 21 deputados — e o esforço de Prado em se apresentar como alternativa de maior capacidade de diálogo.
A definição ocorre dentro de um arranjo mais amplo para as eleições de 2026. A vaga ao Senado na chapa de Tarcísio vence com o deputado federal Guilherme Derrite (PP), enquanto o vice será conquistado pelo MDB, com Felicio Ramuth. Nesse contexto, o PL busca garantir a segunda cadeira ao Senado.
No entorno do governador, a avaliação é que o ideal seria um nome menos ideológico, capaz de dialogar com o centro político e ampliar o alcance da chapa. Derrite já atrairia o eleitorado mais alinhado ao bolsonarismo, especialmente na pauta de segurança pública.
É nessa linha que André do Prado tem se posicionado. Conta ainda a favor de sua próxima relação com Tarcísio ao longo do mandato, incluindo apoio a projetos estratégicos para o governo paulista.
Interlocutores de Eduardo avaliam que o aval a André do Prado funcionaria como um gesto ao governador, podendo aumentar o engajamento de Tarcísio na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP).
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