Poder e Governo
Ex-presidente do BRB preso acusado de atuar como 'mandatário' de banqueiro em negociações, aponta STF
Paulo Henrique Costa teria recebido imóveis de alto padrão em troca de favorecer o dono do Banco Master em operações bilionárias.
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso nesta quinta-feira (13) pela Polícia Federal, acusado de atuar como 'verdadeiro mandatário' do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, dentro da instituição estatal. A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão de Costa.
Segundo o documento, existem 'fortes fingidos' de que Costa operava em benefício dos interesses de Vorcaro no BRB e, em contrapartida, teria recebidos imóveis avaliados em cerca de R$ 150 milhões. As ações investigadas podem configurar crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra o sistema financeiro nacional.
As conclusões da investigação se baseiam, entre outros elementos, em trocas de mensagens entre Costa e Vorcaro, que demonstram alinhamento pessoal e atuação conjunta em negócios. Em uma das conversas, Costa afirma: 'Estou com vc. Modo contínuo sem acordo. Estou virando a noite e tentando resolver'. Em outra, destaca o 'alinhamento pessoal' e diz estar 'empolgado com o que vamos construir'.
De acordo com a decisão, os diálogos revelam 'forte proximidade' e 'comunhão de designs para a prática de ilícitos'. As mensagens também fazem referência a negociações envolvendo operações do banco e benefícios que, segundo a investigação, podem configurar contraprestações, como a disponibilização de imóveis de alto padrão.
O material aponta ainda que Vorcaro demonstrou preocupação em atender aos interesses de Costa. Em conversa com uma corretora, ao tratar da visita de Costa a um apartamento de luxo, o banqueiro afirmou: 'Preciso dele feliz. Reverte isso aí'.
A prisão de Costa ocorreu durante operação da Polícia Federal que apura um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, no contexto de operações entre o BRB e o Banco Master. Também foi preso o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador financeiro do grupo.
As investigações envolvem transações bilionárias entre as instituições e apuram suspeitas de irregularidades estruturadas para viabilizar transações financeiras e contornar mecanismos de controle.
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