Poder e Governo
Advogado preso pela PF é suspeito de ser operador financeiro e jurídico de esquema que envolveu Vorcaro, Master e BRB
Homem de confiança do banqueiro, Daniel Monteiro foi detido em operação que mirou ex-presidente da instituição financeira controlada pelo governo do DF
Preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, o advogado Daniel Monteiro, considerado homem de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro, é investigado sob suspeita de atuar como operador financeiro e jurídico de um esquema que teria realizado pagamentos ilícitos e transações maquiadas durante uma tentativa de venda do Banco Master ao BRB.
O advogado e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, também detidos nesta manhã, são suspeitos de envolvimento em um “esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas destinadas a agentes públicos”, segundo informações da Polícia Federal.
De acordo com as investigações, Monteiro era responsável pela administração de fundos e contas utilizadas por Vorcaro para desviar recursos do banco e efetuar pagamentos de propina às autoridades. Além de ser homem de confiança do banqueiro, ele representou o Master em negociações com o BRB.
Uma auditoria que fundamentou a abertura do inquérito sobre suspeitas de gestão fraudulenta na administração passada do BRB aponta que Vorcaro teria utilizado o próprio advogado para dificultar o rastreamento das operações financeiras.
Segundo apuração, o esquema envolve a circulação de ações do BRB entre fundos vinculados ao próprio Banco Master e pessoas de confiança dos operadores, utilizando empresas envolvidas para financiar as transações. Na prática, as ações foram compradas e vendidas em sequência, com empréstimos entre empresas investigadas, criando diversas possibilidades para dificultar a identificação dos beneficiários reais e a origem dos recursos.
Além de atuar como possível operador de pagamentos ilícitos, Monteiro é apontado como o “arquiteto jurídico” de Vorcaro e ele entre o Master e advogados, tendo atuado para conferir respaldo formal a transações que poderiam ser barradas diretor pelaia do BRB. Os investigadores afirmaram que ele participou de operações consideradas irregulares, como a venda de títulos ao banco estatal.
Conforme revelou a colunista Malu Gaspar, Paulo Henrique Costa teria recebido seis imóveis como propina — quatro em São Paulo e dois em Brasília — avaliados em mais de R$ 140 milhões, para aprovar a compra de carteiras consideradas fraudulentas. A prisão do ex-dirigente foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e tramita sob sigilo. Dos imóveis identificados pela PF, quatro são apartamentos de alto padrão em São Paulo, avaliados em mais de R$ 30 milhões cada, e dois estão localizados em Brasília.
A prisão do advogado e do ex-dirigente do banco estatal foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça e está sob sigilo.
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