Poder e Governo

Em evento na Faria Lima, Ronaldo Caiado rebate Eduardo Leite e nega divisão no PSD

Em São Paulo, governador de Goiás descarta falta de apoio no partido e atribui divergências a estilos distintos de atuação política.

Agência O Globo - 14/04/2026
Em evento na Faria Lima, Ronaldo Caiado rebate Eduardo Leite e nega divisão no PSD
Ronaldo Caiado - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, buscou amenizar as divergências internas do partido após declarações de distanciamento feitas pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Em evento com empresários na Avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, Caiado rejeitou a tese de falta de apoio dentro da sigla e classificou a fala do colega como uma maneira "diferente" de lidar com questões políticas.

A resposta de Caiado veio um dia após Leite afirmar que o apoio do PSD à sua candidatura não significaria "alinhamento automático". Os dois, ao lado do governador do Paraná, Ratinho Jr., disputam internamente a indicação do partido para a corrida presidencial.

Durante o encontro, Caiado apresentou suas credenciais ao mercado financeiro, destacando temas como segurança pública e exploração de terras raras. O discurso ganhou tom mais incisivo ao abordar seus principais adversários: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL).

Em conversa com jornalistas, Caiado afirmou que candidatos à Presidência perdem o benefício da presunção de inocência quando envolvidos em escândalos de corrupção, embora não tenha citado nomes diretamente nessa declaração.

A retórica crítica ao PT foi recebida com aplausos pela plateia de empresários. Ao criticar a gestão Lula, Caiado disse que o presidente estaria mais preocupado em "livrar a família" de acusações criminais, em referência ao caso envolvendo seu filho, Lulinha, na CPI do INSS.

O aceno à direita conservadora tem marcado a pré-campanha de Caiado. No mês passado, ao ser lançado oficialmente pelo PSD, ele prometeu conceder anistia "total e irrestrita" a condenados pelos atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Colaborou Karen Lemos, da CBN