Poder e Governo
Gleisi defende debate sobre reforma do Judiciário após as eleições
Ex-ministra afirma que autoridades devem esclarecer relações com Vorcaro antes de discutir mudanças estruturais
A ex-ministra das Relações Institucionais do governo Lula e pré-candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT-PR), defendeu que uma discussão sobre reformas no Judiciário seja retomada após a conclusão das eleições deste ano. Em entrevista ao Canal UOL, Gleisi foi questionada sobre o caso do banco Master, que expôs as relações do banqueiro Daniel Vorcaro com autoridades e familiares. Ela ressaltou que cada envolvido deve melhorar seus vínculos antes do avanço em mudanças estruturais.
— Se formos falar de reformas em instituições, precisamos de mudanças em várias áreas, inclusive na política. Passadas as eleições, é hora de pensarmos em como modernizar as instituições nacionais, não só o Judiciário, mas também o Legislativo, por meio da reforma política e de outras medidas — destacou a petista.
Gleisi reiterou que as autoridades precisam explicar suas relações com Vorcaro como ponto de partida para o debate público e emitir nomes do governo anterior.
— Quem teve relações com Vorcaro precisa esclareceu quais foram essas relações, o que recebeu ou não, e o que ofereceuram. O maior problema do Banco Master e do Vorcaro está em sua origem, ligado ao Banco Central de Campos Neto, ao governo Bolsonaro, e de Paulo Guedes — afirmou.
O ex-ministro acrescentou que o governo Lula “não tem medo” da repercussão do caso e está “muito tranquilo” em relação ao andamento das investigações.
— Isso não vai cair no nosso colo. Se a oposição acha que vai, que tome cuidado, porque a origem é justamente no governo Bolsonaro — rebateu, defendendo transparência e prestação de contas do Banco Central à população.
Na entrevista, um pré-candidato ao Senado também comentou a pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência pelo PSD, apresentando como uma possível “terceira via” diante de Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
— Essas candidaturas ficam laterais porque há uma polarização muito forte. Não devem crescer no pleito e tender a permanecer na periferia da eleição. A tendência de Ronaldo Caiado é ser uma via auxiliar de Flávio Bolsonaro. Não vejo tantas diferenças nesse sentido — avaliou.
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