Poder e Governo
Lindbergh critica 'corporativismo' de Galípolo após depoimento e pede investigação da PF
Vice-líder do PT na Câmara defende apuração da Polícia Federal sobre eventuais proteções internas no Banco Central
O deputado federal e vice-líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), criticou o que classificou como 'corporativismo' dentro do Banco Central, após o depoimento do diretor Gabriel Galípolo à CPI, que isentou Roberto Campos Neto no caso envolvendo o Banco Master. Em entrevista à Globonews nesta segunda-feira, Lindbergh também defendeu uma investigação ampla da Polícia Federal para esclarecer possíveis proteções internas.
“No mínimo, há um corporativismo no Banco Central, porque ele [Galípolo] disse que não havia nada nas auditorias e sindicâncias”, afirmou o parlamentar. “Sinceramente, acho que essa postura lança luz sobre todo o Banco Central. A Polícia Federal precisa investigar tudo: quem está protegendo quem, como foi feito. Só existe esse caminho”, completou.
Lindbergh, autor de pedidos de investigação contra Campos Neto enviados à Procuradoria-Geral da República (PGR), ressaltou que o papel do ex-presidente do BC precisa ser esclarecido, principalmente após a autorização das três tentativas de compra do Banco Master. O deputado lembrou ainda que foi a PF que prendeu Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, e Paulo Sérgio de Souza, ex-diretor de Fiscalização da instituição.
“Quando Roberto Campos Neto estava saindo do cargo, ele enviou os nomes deles para serem reconduzidos à Diretoria de Fiscalização, e foi o ministro Haddad quem optou por outro nome”, explicou Lindbergh, referindo-se ao afastamento dos diretores hoje investigados por supostas fraudes bancárias no caso Master.
Durante a entrevista, o parlamentar também relacionou o escândalo ao governo anterior, argumentando que Campos Neto foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e criticou tentativas da oposição de vincular o caso à gestão Lula (PT).
“Estão tentando empurrar para as costas do PT e do governo o Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. Não deixaremos pedra sobre pedra, vamos apurar tudo o que fizeram, causando um prejuízo de 50 bilhões ao país. Se não tomarmos cuidado, vão tentar dizer que somos nós”, concluiu.
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