Poder e Governo
PF afirma que prisão de Ramagem nos EUA foi resultado de ação conjunta internacional
Ramagem foi condenado pelo STF a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado
A Polícia Federal (PF) informou que a prisão de Alexandre Ramagem nos Estados Unidos foi resultado de uma cooperação internacional com autoridades norte-americanas. Ramagem foi detida nesta segunda-feira, em Orlando, na Flórida, por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE). Conforme divulgado no site oficial do ICE, Ramagem permanece sob custódia do Órgão.
"A prisão decorreu de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA. O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após denúncias de crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito", informou a PF em nota oficial.
Ramagem foi condenado no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por crimes de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. A sentença foi aplicada no mesmo processo que condenou o ex-presidente.
Segundo o influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, que reside nos Estados Unidos, Ramagem foi detido "após uma abordagem policial em Orlando, inicialmente por uma infração de nível de trânsito e, na sequência, orientada ao ICE — procedimento comum na Flórida".
"Essa é, neste momento, uma questão meramente imigratória. Porém, o status de Ramagem é LEGAL: ele possui um pedido de asilo pendente, protocolado há tempos e ainda sob análise, o que lhe permite permanecer legalmente nos Estados Unidos até a decisão final do caso — que está demorada, mas tem tudo para ser deferido", escreveu Figueiredo.
O influenciador também afirmou que espera a liberação do ex-deputado: "O trâmite do ICE também é burocrático e depende da formalização no sistema do órgão para que os próximos passos sejam dados nesta direção".
Conforme apuração do jornal O GLOBO, a família do garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, teve papel central na fuga de Ramagem, segundas investigações da Polícia Federal.
Rodrigo Cataratas, sua esposa Priscila de Mello e o filho Celso Rodrigo de Mello facilitaram a estadia de Ramagem em um condomínio de luxo nos Estados Unidos e auxiliaram na entrega de documentos falsos.
Esses dados constam na decisão do ministro Alexandre de Moraes, de dezembro, que negou à época a transferência para prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com o trecho destacado pelo ministro, os documentos falsos seriam usados por Ramagem, que estava desde setembro em Miami, para "ludibriar as autoridades americanas" e conseguir uma carteira de motorista.
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